quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Filomena Falé - Azul bebé

E se o nosso bebé tivesse total entendimento de tudo ainda dentro da nossa barriga?
Se conseguisse ouvir tudo o que se passa na nossa vida e emitir os seus pareceres?
O que diria o nosso filho das nossas escolhas do dia a dia?

Azul bebé é um livro contado por uma bebé que ainda não nasceu, ou seja, é a vida da mãe e das amigas da mãe vista da perspectiva de um feto dentro da barriga.
Os primeiros capítulos são divertidíssimos com os comentários do bebé; depois à medida que começam a entrar as falas dos adultos torna-se mais sério.
É um bom livro, com comédia, romance, drama e contado de uma forma original.
Aprovado e recomendado.


"Pela vivência de um amor imenso, que não conhece tempo nem espaço."

"Ser mulher é isso? É contar tudo às amigas, é pedir conselhos e depois...fazer tudo ao contrário?"

"Esta mulher é orgulhosa para lá do possível. Para o bem e para o mal."

"A minha mãe é uma mulher inteligente, mas quando se trata do António parece que fica com o cérebro paralisado."

"A dor e a tristeza continuaram, mas o fardo dividido custa menos."

"É uma mulher feita de aço, mas muito terna."

"Estou tão deprimida que nem para mim sou boa companhia."

"As saudades são físicas e totais."

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Saudades...

Que saudades são estas que me invadem quando eu menos espero?
Que conseguem escurecer o céu e tirar o brilho do sol?
Que saudades são estas que fazem o meu coração falhar batidas e os meus olhos encherem-se de lágrimas?
Que me apertam o coração e me deixam sem ar?
Que saudades são estas que não me deixam esquecer mesmo quando eu julgo que já esqueci?
Que me fazem ficar presa a um tempo que eu sei que não existe mais?
Que saudades são estas que me fazem sonhar contigo desmentindo-me a mim mesma quando eu digo que já não penso mais em ti?

Como se desliga este botão?
Como se deixa de sentir aquilo que não faz nenhum sentido?
Como desaperto este nó no peito?
Como sigo em frente se o coração insiste sempre em levar-me de volta lá atrás?

Não sei..
Não sei que saudades são estas e nem como as hei de calar..
Não sei como deixar de sentir..

Tenho saudades..
Tenho saudades tuas...


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Eileen Goudge - A ilha da paixão

O que fariam se o vosso filho fosse atropelado e morto por um bêbado e este ao ser julgado fosse inocentado? Até onde seriam capazes de ir?
Deixariam a vossa vida em suspenso em busca da justiça?
Ou seguiriam em frente conformados com o rumo do destino?

Um daqueles livros que não conseguimos parar de ler enquanto não chegamos ao fim. Duas histórias paralelas, uma no presente e outra no passado, mas escritas de uma forma tão exemplar que nunca nos confundimos. Um livro onde não adivinhamos o que vai acontecer a seguir e que tem a capacidade de nos fazer sorrir ou de nos irritar profundamente.
Em duas palavras: Muito Bom.

Fotografia da minha autoria

"És a cola que tudo une."

"A ideia trespassou-a como um tiro no coração."

"Sabia que o mundo estava repleto de cantos escuros e de arestas afiadas"

"Seria capaz de lhe ler na expressão os sentimentos que fazia o possível para ocultar? Poderiam os seus olhos dizer-lhe aquilo que o coração não se atrevia?"

"Línguas soltas afundam navios."

"Soltou um pequeno gemido e deixou-se cair de joelhos devagar, com a sensação de que lhe tinham roubado o ar. Mais valia que ela lhe tivesse enterrado uma faca no coração."

"Dizem que cada panela tem a sua tampa. Desde que sirva, acho que nada mais interessa."

"A tristeza adora companhia."

"Eu não sou velha, só estou a aumentar de anos."

"As pessoas que mais amamos são aquelas que menos queremos magoar."

"Andas com falhados e acabas como eles."

"Quando choramos por alguém que amámos, é como se ele ainda fizesse parte de nós. A única forma de perdermos alguém de verdade é se o esquecermos."

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Eu sei...

Eu sei que está difícil, que sentes um vazio no lugar onde antes batia o teu coração, que parece que essa tristeza nunca vai passar, que as lágrimas teimam em cair mesmo que as tentes limpar a toda a hora...
Eu sei que pensas que nunca conseguirás voltar a sorrir, que parece que o mundo deixou de fazer sentido, que não consegues sentir mais nada além de dor...
Eu sei que perdeste a vontade de sair da cama de manhã, que os raios de sol passaram a ferir-te os olhos, que o que antes te parecia belo agora não faz qualquer sentido...
Eu sei que dói de uma forma que nem sequer achaste que podia doer, que te falta o ar quando pensas em tudo o que aconteceu, que só tens vontade que o mundo exploda e que ninguém te chateie..

Eu sei..

Mas eu também sei que amanhã o sol voltará a nascer, que o mundo não vai parar de girar, que a dor vai diminuir um bocadinho a cada dia (mesmo que agora aches que não).
Eu também sei que as coisas boas vão voltar a acontecer, que aos poucos vais conseguir recuperar o sorriso, que vais descobrir que o teu coração ainda consegue bater, que a tristeza não dura para sempre e que por pior que esteja a vida, ela pode sempre melhorar.
Eu sei que te consegues reerguer mesmo que te tenhas desfeito em pedaços,
Eu sei que o amanhã será um bocadinho mais fácil que o hoje e que um dia destes a dor foi embora e já consegues respirar outra vez.
Eu sei que as coisas boas estão algures na esquina da vida e que só precisas de acreditar, de seguir em frente todos os dias, de enfrentar essa tristeza que agora te consome e de permitires que o tempo faça o seu papel.

Tudo continua a ser possível.
Não deixes de acreditar, porque quando deres por ti, tropeçaste nas maravilhas da vida e estás pronta para sorrir outra vez..


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Bruno de Carvalho - Sem filtro

Deixo antes de tudo um aviso, eu posso não ser a pessoa mais isenta do mundo para falar deste livro.
Porquê? Porque eu sou Sportinguista (muito) e gosto do Bruno de Carvalho. Não gostei de todas as suas atitudes enquanto presidente, não concordei sempre com ele e houve até alturas em que achei que se devia demitir - inclusive ofereci-me no meu facebook pessoal para o acompanhar a umas consultas de psiquiatria (só para entenderem que houve alturas em que eu estava mesmo muito desagradada com ele).
No entanto, gosto dele e acredito que foi o melhor presidente que tivemos nos últimos -muitos - anos e que infelizmente isto ainda será verdade daqui a uns largos anos (o que quer dizer que para mim o atual presidente se devia dedicar à medicina porque de futebol não percebe nada).
Dito isto e já tendo deixado claro que posso não ser isenta, deixo aqui a minha opinião sobre o livro (e provavelmente sairá daqui uma mistura de opinião do livro e critica futebolística) :

- Primeiro o básico, o livro está bem escrito, os acontecimentos estão relatados de forma fluída, tornando muito fácil de ler e acompanhar a "história". Não é massante e para quem gosta do tema é um livro que só se pára de ler quando chegamos ao fim.
Quanto aos acontecimentos em si, a primeira coisa que me apraz dizer é que o Sporting tem ainda mais sanguessugas do que aquelas que eu achava e que aquilo é a verdadeira república das bananas - coisa que quem acompanha o Sporting sempre desconfiou.
Bruno de Carvalho relata-nos um clube onde todos se acham no direito de mandar, de exigir e de fazerem o que querem achando que cabe ao clube obedecer-lhes e não serem eles a obedecerem ao clube. E não estamos apenas a falar de altos dirigentes mas sim de pessoas que nem sequer fazem parte dos quadros do clube mas que se acham no direito de ter benefícios à conta do mesmo.
Um exemplo? Um clube com 700 funcionários ter 5000 telemóveis associados.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Deixa de remoer o passado...

Deixa de remoer o passado, já foi, já deu, já passou.
Chega de sofreres com o que não podes mudar, chega de te atormentares com os "ses" da vida, ou com os caminhos que podias ter seguido mas não seguiste.
Agora estás aqui e é a partir daqui que tens que viver, liberta-te do que já foi.

Não adianta nada ficares parada a olhar para trás, não podes mudar nada do que aconteceu, não podes voltar atrás e escolher outro caminho mas podes agora, no presente, no sitio onde estás, determinar o caminho que queres seguir.
Se não estás felizes muda de rota.

Sim, todos mudaríamos alguma coisa se pudéssemos voltar atrás mas a verdade é que não podemos e viver preso aos "ses" da vida não te vai ajudar a chegar ao sitio onde queres estar, não é a pensares no que podia ter sido diferente que vais conseguir traçar o caminho que queres seguir.
Foram as tuas escolhas no passado que te transformaram na pessoa que és hoje e portanto elas tiveram um sentido de ser, na altura em que as fizeste tu eras aquela pessoa, se hoje elas não fazem mais sentido é porque tu mudaste, porque elas te ensinaram alguma coisa, porque ao longo do caminho tiveste tempo para aprender e amadurecer.

Então não é para o passado que tens que olhar, não é nas escolhas que fizeste que tens que pensar. Tens que olhar para a pessoa que és hoje e para aquilo que queres hoje e a partir dai determinares o caminho que queres seguir.
Não é possível mudar o passado mas o futuro começa hoje e podes construí-lo da forma que quiseres, então liberta-te dos ses, calça os sapatos, traça o destino e faz-te ao caminho.
O teu futuro só depende de ti.


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Carlos Porfirio - Caídos da mesma Árvore

E se de repente a vida te trocasse as voltas?
Se um simples encontro de amigos se transformasse numa questão de vida ou morte?
Até onde irias para salvar a tua vida?
Seriam os teus valores afetados por essa escolha?

Este livro começa num ritmo que não me agradou muito, parecia-me uma história banal sem acontecimentos que me conseguissem prender ao livro e as personagens também não me pareciam assim tão interessantes.
No entanto, mais ou menos no meio do livro, quando menos esperamos, já estamos completamente presos ao mesmo, a querer saber o que vem a seguir e o mais ridículo de tudo (tendo em conta o meu senso de justiça) o livro prende-nos de uma maneira que às tantas já eu torcia para que os criminosos da história se conseguissem safar e tivessem um final feliz.
É daqueles livros que ao início não damos grande coisa por eles mas que vai melhorando sem darmos por isso e que depois nos prende completamente.
Gostei muito.



"A música e a dança têm algo de mágico, são dos poucos escapes que o ser humano tem quando busca a harmonia."

"Lia para matar o tempo antes que o tempo o matasse a ele."

"Com o Ivo sentia-me como se tivesse o mundo aos meus pés."

"Ele sabia tudo ou quase tudo da música que teria de compor e tocar para arrebatar um coração."

"Ele não prestava, [...] não tinha cabeça nem coração, [...] tinha apenas um neurónio ligado ao mastro."

"Percebi que para ele, eu era apenas epiderme, material de prazer."

"Percebi que com ele andaria sempre na montanha russa, ora alegre e muito bem disposta, ora triste e desassossegada."

"A margem entre a devoção e a loucura cruel daqueles que vivem desesperadamente apaixonados, é demasiado pequena."

"A morte é a certeza mais absoluta que existe... dela sim, não podemos fugir."