quinta-feira, 14 de março de 2019

Frédéric Martel - No armário do Vaticano

O tema deste livro é interessante, "a hipocrisia da igreja que publicamente condena os homossexuais mas que no seu interior é dominada por eles" mas confesso que esperava muito mais do livro.
São muitos nomes e muitas personagens - acho que o autor quis tanto mostrar-se credível e mostrar que o que diz tem bases e não são só boatos que damos connosco perdidos entre pessoas que não fazemos ideias de quem são e que nos vão aparecendo aos montes de cada vez. E para complicar ainda mais a leitura, às vezes começamos a página a ler sobre uma pessoa e enquanto o autor espera que ele chegue mete-nos outras 5 pessoas em outras 5 situações a falar sobre a primeira pessoa; é confuso e exige muita atenção na leitura.

Dito isto vamos aos factos do livro, eu terminei este livro a sentir-me uma pessoa muito ingénua, nunca mas nunca me passaria pela cabeça que a taxa de homossexuais fosse tão grande na Igreja e não por serem homossexuais porque isso a mim não me causa nenhuma estranheza, mas por serem "homossexuais praticantes", a quantidade de padres, bispos, cardeais e por ai fora (que o livro lista-nos uma infinidade de categorias que eu também desconhecia) que tem uma vida dupla é assustadora e não estamos a falar de uma relação monogâmica baseada no amor, estamos a falar de toda uma vida de luxuria e loucura.
Há aqui toda uma dualidade de critérios, de personalidades e de pessoas que dizem uma coisa ao mundo e que praticam outra que é assustadora.

E a base do livro é isto, são mais de 600 páginas a falar-nos que o prelado tal é maioritariamente gay, que o bispo tal tem não sei quantos amantes, que o cardeal tal contrata prostitutos e assim vai.
De vez em quando é abordada a pedofilia ou é realmente desenvolvida a história de alguém que se revelou um monstro; na minha opinião, estes são os momentos realmente interessantes do livro  as alturas em que conseguimos compreender como o carácter daquela pessoa realmente influenciou a vida de tantas outras, como destruiu tantas pessoas, como chegou ao poder sem que ninguém o parasse.

Achei o livro muito redutor, como se o autor quisesse explicar todas as acções das pessoas à luz da sua homossexualidade. Por exemplo: o autor supõe que o papa Bento XVI é gay não praticante (é uma das poucas suposições do livro, já que o resto é baseado em provas) e para ele tudo o que papa fez, disse e inclusive a sua queda só é analisada com base nisto, no facto de ser gay, no facto de estar rodeado de gays, no facto de não conseguir acabar com a homossexualidade na igreja.
Ora, o pontificado de Bento XVI tem inúmeras outras facetas que não foram de todo abordadas, este papa tentou trazer transparência ao banco do Vaticano e acabar com a corrupção em vários sectores da cúria, mas nada disto é abordado no livro, só a questão gay. Aliás há sempre um tom muito agressivo com Bento XVI, um tom moderado com João Paulo II e um tom amigável com Francisco. Sendo que João Paulo II foi dos papas que mais apoiou uma série de situações sujas no Vaticano não me parece de todo justo que se reduza Bento XVI à sua pretensa homossexualidade e à sua incapacidade para lidar com ela.

Resumindo: o livro tem umas partes muito interessantes - quando o carácter da pessoa é desenvolvido e nos são dadas a conhecer personagens que são absolutamente monstruosas e foram infinitamente protegidas - e tem um tema interessante que é a homossexualidade na igreja. Mas fala-nos basicamente de padres que nunca incomodaram ninguém por serem gays e isso para mim não faz nenhum sentido. Seria um grande livro se nos falasse das estatísticas da quantidade de padres homossexuais, se nos explicasse (como explicou) o motivo de haver tantos e se depois só pegasse naqueles que de alguma forma influenciaram a historia; os que criaram guerras publicas contra a homossexualidade e os que são verdadeiros monstros mas foram protegidos e isto caberia em 400 páginas (ou menos).
Dito isto quem gostar de explorar os corredores do Vaticano vai gostar de algumas partes deste livro, para quem não gostar não vale de todo a pena.


Fotografia da minha autoria.

"Cada coisa é recebida em função do que realmente queremos ouvir!"

"Somos todos pecadores, mas não somos todos corrompidos."

"Pode alguém dissimular durante muito tempo a sua verdadeira natureza?"

"Falar dos outros é correr o risco de que falem de nós."

terça-feira, 12 de março de 2019

É tudo possível!

É tudo possível!

Tudo o que sonhares podes fazer, tudo o que quiseres podes conquistar, tudo o que planeares consegues realizar.
Não há impossíveis, é tudo uma questão de acreditares em ti, no teu valor e de lutares por aquilo em que acreditas.
Não te vou mentir e dizer que é fácil, que abres os olhos, traças o plano e no dia a seguir ele aparece concretizado. Não, nem sempre será fácil mas nada cai do céu (além da chuva, do granizo, da neve...).

Sabes, não te adianta de nada ficares a invejar as vidas perfeitas que vês no instagram, ou a achar que as conquistas dos outros são sempre mais fáceis ou até a imaginar como seria tudo tão mais simples se tivesses nascido rica.
 A verdade é que (salvo em raros casos) Deus te deu duas mãos, duas pernas e um cérebro e isso tem um motivo. Se consegues sonhar, se consegues idealizar, se consegues trabalhar então não há nenhum motivo para que não consigas realizar.

O tempo que perdes a lamentar a tua falta de sorte poderia ser usado a aprimorar as tuas capacidades, a descobrir os teus talentos, a decidires aquilo que realmente queres fazer e o que é que te faz feliz. Não adianta de nada seguires o rebanho e teres a profissão que todos acham ser a melhor para ti, tens de fazer algo que te dê prazer independentemente do que os outros digam ou pensam.

Então pára de te lamentar, pára de achar que a vida dos outros é mais perfeita do que a tua ou que eles tem "muita sorte nesta vida" e vai conquistar a tua sorte.
Não importa se queres ser a blogger mais conhecida do país, a médica mais famosa do século, a escritora mais lida do milénio, se queres ser caixa de supermercado, varredora de rua ou qualquer outra profissão; nenhum sonho é demasiado grande ou demasiado pequeno, todos são válidos desde que te façam felizes.

Então vá lá, define as tuas metas, traça os teus planos e mãos à obra.
É tudo possível, desde que faças por isso.
Força, foco e fé, não desistas.


segunda-feira, 11 de março de 2019

Guillaume Musso - Estarás ai?

E se um dia te dissessem que podes voltar atrás e mudar o teu passado?
Se um dia a vida te desse a oportunidade de reescrever a tua história?
O que mudavas? Em quem te tornarias?
Conseguirias fazer essa escolha sabendo que estarias a modificar todo o teu presente?

Este livro é fantástico.
É daqueles livros que nos prendem completamente, deixando-nos sempre com vontade de ler mais e saber o que acontece a seguir e como é que as coisas se vão desenrolar e resolver. É muito bem escrito e alterna facilmente o passado e o presente, sem nos deixar confusos ou perdidos.
Recomendo totalmente.

E é impossível não pensar no que nós mudaríamos se pudéssemos voltar atrás no tempo...


"Já todos nos confrontámos com a questão pelo menos uma vez na vida: se nos fosse concedida a oportunidade de voltarmos atrás, o que alteraríamos na nossa vida?"

"Se o pudéssemos fazer, que erros tentaríamos corrigir? Que dor, que remorsos, que receios escolheríamos apagar?"

"Ousaríamos verdadeiramente conferir um novo sentido à nossa existência?"

Mas para nos tornarmos o quê?
Para irmos para onde?
E com quem?"


"O futuro interessa-me:
É ai que tenciono passar os meus próximos anos." - Woody Allen

"Quando se ama, não há necessidade de discursos: sabe-se, sente-se e isso basta."

"Quem não gosta de animais, não gosta verdadeiramente das pessoas."

"E preserva os teus sonhos (...). Nunca se sabe quando poderás precisar deles." - Carlos Ruiz Zafón

sexta-feira, 8 de março de 2019

Tens que deixar ir...

Às vezes tens que deixar ir, tens que abrir mão e deixar partir quem não quer ficar.
Às vezes tens que atirar a toalha ao chão e perceber que amar não chega, que às vezes por mais que tu ames o mesmo não acontece do outro lado.
Às vezes tens que deixar os sonhos morrerem mesmo que aches que vais morrer com eles, tens que te despedaçar para que talvez um dia consigas voltar a recomeçar.

Não adianta amar, se o outro não sente o mesmo.
Não adianta dares tudo se do outro lado não recebes nada.
Não adianta fazeres planos, traçares metas se quem está ao teu lado não te quer acompanhar no caminho.

Às vezes tens que deixar cair o coração, dizer adeus e fechar a porta.
Tens que matar os sonhos que teimas em sonhar sozinha, dizer adeus ao futuro que imaginaste e deixar partir quem juraste amar para sempre.
Às vezes amar não chega e quando isso acontece tens que respirar fundo, agarrar em toda a tua força e pedir à outra pessoa que vá embora, que faça o seu caminho e que seja feliz.

Vai doer, vai doer tanto que parece que te falta o ar de todas as vezes que tentares respirar.
Vai doer tanto que vais achar que o teu coração nunca mais conseguirá bater de novo.
Vai doer como se te tivessem arrancado um pedaço... porque na verdade arrancaram..

E vais chorar e tentar perceber em que momento perdeste aquele amor ou o que poderias ter feito de forma diferente, mas a verdade é que às vezes as coisas não estão simplesmente destinadas a ser.

Não te contentes em viver pela metade, não te contentes em não ser amada só porque achas que amas pelos dois, não te contentes em não ter a vida com que sonhaste.
O amor só faz sentido quando é vivido a dois.
E quando não é, vale mais respirar fundo e fechar a porta, mesmo que doa muito.. e eu sei que vai doer...

Tu mereces mais, tu mereces todo o amor do mundo!
Não te contentes com menos do que isso...


quinta-feira, 7 de março de 2019

Sofia Fraga - Julião o Melro-poeta

Sofia Fraga é daquelas escritoras que quando pegamos num livro da sua autoria já sabemos que o mesmo terá alguma mensagem para nos passar, foi por isso que quando peguei no novo livro da autora o fui lendo e sorrindo à medida que tentava perceber o que ela nos queria ensinar desta vez. "Julião o melro-poeta" não tem uma mensagem tão óbvia como o livro anterior dela ("A tartaruga Celeste e o menino que chorava música") mas conforme vamos lendo as linhas e as entrelinhas vamos percebendo que a mensagem está lá.

Este livro fala-nos sobre 3 animais que se conhecem por acaso e que se unem para concretizar um objectivo comum, que unem os seus esforços e vão fazendo o caminho sempre juntos até chegarem ao suposto destino.
E aqui já temos duas importantes mensagens que nunca devíamos esquecer de ensinar às nossas crianças, porque sejamos sinceros; se um melro poeta, um sapo que acha que é príncipe e uma mosca que adormece de 30 em 30 minutos conseguem cumprir um objectivo, o que é que impede as nossas crianças de conseguirem também?
Enquanto lemos o livro com as nossas crianças podemos aproveitar toda a parte da viagem dos animais para os relembrar da importância de acreditar nos sonhos e de lutar por eles mesmo que alguém duvide não só da nossa capacidade para os realizar mas também da validade desse sonho. Temos aqui uma excelente forma de os ensinar que não importa se mais ninguém acredita desde que eles acreditem. Juntando a isto podemos falar da importância do trabalho de equipa e de como os amigos estão sempre dispostos a ajudarem-se mutuamente.

Já no final da história e depois do objectivo a que os amigos se propuseram, eles decidem continuar juntos e desbravar outras possíveis aventuras (quem sabe em novos livros), no entanto antes disso conseguimos mais uma vez uma importante mensagem, durante todo o percurso o Julião (o melro-poeta) queria muito fazer algo para agradar e ser aceite por outra pessoa ( no caso era mais outro animal), mas no fim tudo o que ele fez foi ser ele mesmo e foi isso que lhe trouxe grandes resultados. Ou seja, podemos mais uma vez pegar numa parte da história para relembrar os nossos meninos de que eles não precisam de mudar para agradar ninguém, de que tem de ser eles mesmos, que tem de ser fieis ao que são e ao que acreditam e que se o fizerem terão excelentes resultados.
Além disso podemos ensinar ainda que os verdadeiros amigos gostam de nós como nós somos e que a sua amizade não depende de sermos ou fazermos isto ou aquilo.

Resumindo, é um livro maravilhoso cheio de mensagens para as nossas crianças e que nos dá a oportunidade enquanto educadores de reforçar a sua auto-confiança.
Não acho que seja um livro que uma criança de 6 ou 7 anos compreenderá sozinha - a história em si, a criança poderá ler sozinha e perceber as partes básicas de 3 amigos que fazem algo juntos mas as inúmeras mensagens que o livro tem acho que não.
No entanto acho que é um daqueles livros maravilhosos para lermos enroscados nos nossos pequenos enquanto eles ouvem a nossa voz e imaginam a história, ou enquanto nós ouvimos a voz deles e os vamos conduzindo com perguntas para os sítios que queremos que eles reparem e os vamos ensinando que os bons livros são muito mais do que uma simples história, são autênticas lições de vida.


quarta-feira, 6 de março de 2019

Fechado - Sorteio do livro - "A luz que brilha" de Danielle Steel

OBRIGADA!
Já somos mais de 500 seguidores no facebook e queria muito agradecer a cada um de vocês, fico mesmo muito feliz cada vez que o número aumenta lá na página, já que isso significa que vocês gostam do que escrevo e querem continuar a acompanhar-me nesta jornada.
Infelizmente não consigo presentear todos mas resolvi fazer um sorteio para vos agradecer por estarem comigo.
Escolhi portanto um dos meus livros favoritos e de que já vos falei aqui.

Não quero de todo complicar com regras, por isso a única coisa que é preciso fazer para se inscreverem no sorteio é serem seguidores da página do blog no facebook e preencherem o formulário que se encontra aqui em baixo com um email válido - para serem contactados em caso de ganharem - e com o nome com que me seguem na página do face de forma a que eu consiga confirmar que realmente me seguem.

Tirando isto a única coisa que peço é que só se inscrevam se realmente quiserem continuar a seguir a página após o fim do sorteio, este sorteio é uma forma de agradecer a quem gosta do que escrevo e por isso não faz para mim nenhum sentido que se inscrevam para depois deixarem de seguir a página só porque não ganharam o sorteio.

O sorteio começa hoje (6 de Março) e termina no dia 23 de Março. O resultado será publicado aqui no blog máximo até ao dia 27 de Março e a vencedora será contactada por email.
O sorteio é mundial, qualquer pessoa pode participar desde que saiba ler português, já que é nesta língua que o livro está editado (e que eu escrevo).

E é isto, se gostam do que escrevo basta seguirem-me no facebook (link aqui) e preencherem o formulário para se inscreverem.

Agradeço mais uma vez a cada um de vocês e boa sorte.

Update:
Sorteio encerrado. O resultado sai dia 27 de Março.

Update vencedora do sorteio:
Primeiro que tudo muito obrigada a todos os que participaram! Na altura em que iniciei o sorteio éramos 500 e pouquinhos no facebook e atualmente somos 617 (salvo erro).
Por isso muito obrigada a todos os que estão desse lado.

Como podem ver na imagem em cima o número 1 correspondia ao "enunciado" do sorteio e por isso não conta como número e foram 37 participantes (terminando por isso no 38).

Foi por isso sorteado um número aleatório entre os números 2 e o número 38 e o número vencedor foi o número 19.

O número 19 corresponde à Ana Batista e como podem ver na imagem em baixo ela segue a página e por isso cumpre a única regra necessária para ganhar. Vou entrar em contato com ela para que me envie os dados para o envio do livro.



Quem não ganhou continue desse lado e mantenha-se atenta, existirão mais oportunidades por aqui ;)

terça-feira, 5 de março de 2019

Levanta-te!

Levanta-te; ainda tens toda uma estrada para caminhar, ainda tens vários caminhos para desbravar, ainda tens várias metas para alcançar.
Levanta-te; não deixes que o desanimo te apanhe, que as derrotas te vençam, que as dificuldades te travem.
Levanta-te; não deixes que o cansaço leve a melhor, que os sonhos fiquem esquecidos, que os planos fiquem apenas no papel.
Levanta-te; reúne as tuas forças, agarra nos teus sonhos, procura as tuas crenças e levanta-te.

Está na altura de voltares à luta, de voltares a confiar em ti e de ignorares as vozes do mundo,
está na altura de voltares a perceber que tudo é possível desde que tu acredites.

Define a tua meta, traça o teu plano, calça os sapatos e prepara-te para voltares a percorrer a estrada da vida.
Nada se consegue sem esforço, nada se consegue se ficarmos sentados a lamentar, nada vai dar certo se não tentarmos.

É a tua hora.
Levanta-te e vai em frente!


segunda-feira, 4 de março de 2019

Danielle Steel - O meu filho Nick

E se o amor que sentes pelo teu filho não fosse suficiente para o salvar?
Se todos os dias fossem uma luta que nunca sabes se vais conseguir vencer?
Se por mais que te esforçasses para lhe mostrar o sol, ele só conseguisse ver a escuridão?
Como se sobrevive à morte de um filho?

De todos os livros que eu já li, este continua a ser um dos meus favoritos.
Danielle Steel dá-nos a conhecer a vida e a morte do seu filho Nick de uma forma tão intensa que é impossível acabar o livro sem o sentimento de que Nick era um dos nossos amigos mais próximos. Um livro repleto de sentimentos e emoções, escrito acima de tudo com o coração.

Nick lutou todos os dias contra a sua doença (psicose maníaco depressiva), teve a sua vida recheada de altos e baixos, foi ao fundo do poço e voltou ao cimo para vencer. Ele é a prova de que a doença não escolhe idades, estratos sociais e acima de tudo é a prova de como o diagnóstico e o tratamento são tão difíceis e dolorosos.
Não dá para ver Nick como um derrotado pela doença, apesar de ter desistido, ele foi um vencedor. Morreu cedo mas contra todas as opiniões médicas tornou-se a pessoa que sempre quis ser, um exemplo de coragem e força, mas... às vezes o destino está escrito.

Nota: Este livro foi reeditado pela Bertrand com o titulo de "A luz que brilha - A vida do meu filho."


"Pelas lições que me deste, e por todo o amor que partilhámos. Mais vasto que o oceano, maior que o céu. Voa bem, meu querido filho, até nos voltarmos a encontrar."

"Não importa quanto ponho no banco todos os dias, acordo liso todas as manhãs." - Nick Traina

"Mãe...
Conheci um milhão de pessoas
Mas nunca ninguém como tu
Muitos dos meus amigos são especiais
Mas ainda não consigo entender
Como podes ser tão maravilhosa
A melhor mãe do mundo
Sempre me amaste e ajudaste
Mesmo quando eu não tinha razão
Desculpa ter-te magoado
Desculpa ter-te feito chorar.
Farei o meu melhor para que te orgulhes de mim
Prometo que vou tentar.
Todos vêem o infortúnio
E todos sentem a dor.
E se alguém souber que és tu e eu
O sol brilhará através da chuva.
Deste-me tanto
Que as palavras não são suficientes
Para dizer quanto te amo
Estou a tentar e é difícil
Sem ti não existiria
Acreditaste em mim desinteressadamente
Os meus braços estão sempre abertos
Prometo que nunca se fecharão
Tenho mais respeito por ti
Do que por outra mulher viva
E o meu ombro está sempre aqui
Se algum dia precisares de chorar
Tudo acabará em bem
Porque sempre te amarei
Até ao dia em que morrer" - Nick Traina

sexta-feira, 1 de março de 2019

Sonha Grande!

Porque limitas os teus sonhos aos teoricamente possíveis?
Quem te disse que havia limites para sonhar?
Quem te disse que os sonhos tinham de estar à distância de dois passos e não de uma estrada inteira? 

Sabes uma coisa?
Não há sonhos demasiado grandes, nem demasiado impossíveis, nem nada dessas coisas que a sociedade gosta de dizer.
E sabes outra? Não faz mal nenhum ser um sonhador, não faz mal nenhum acreditar em coisas em que os outros não acreditam e em lutar por coisas que os outros consideram ser muito difíceis.
Pára de limitar as tuas opções só porque aparentemente as coisas estão demasiado longe para se tornarem reais.

Provavelmente quando o Bill Gates era pequeno, também lhe diziam para parar de sonhar e se concentrar na realidade e olha onde ele chegou. Olha tudo o que conseguiu criar.
Imagina se ele tivesse parado de sonhar ou se ele tivesse acreditado que o seu sonho era demasiado grande para ser sonhado.
Seria tudo diferente hoje em dia...

Então deixa-te de desculpas, deixa de colocar travões a ti mesmo, solta a imaginação, define o teu plano e vai à luta.
O mundo está cheio de hipóteses à espera de acontecerem.

Hoje é o teu dia. Só tens de te atrever!


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Filomena Falé - Azul bebé

E se o nosso bebé tivesse total entendimento de tudo ainda dentro da nossa barriga?
Se conseguisse ouvir tudo o que se passa na nossa vida e emitir os seus pareceres?
O que diria o nosso filho das nossas escolhas do dia a dia?

Azul bebé é um livro contado por uma bebé que ainda não nasceu, ou seja, é a vida da mãe e das amigas da mãe vista da perspectiva de um feto dentro da barriga.
Os primeiros capítulos são divertidíssimos com os comentários do bebé; depois à medida que começam a entrar as falas dos adultos torna-se mais sério.
É um bom livro, com comédia, romance, drama e contado de uma forma original.
Aprovado e recomendado.


"Pela vivência de um amor imenso, que não conhece tempo nem espaço."

"Ser mulher é isso? É contar tudo às amigas, é pedir conselhos e depois...fazer tudo ao contrário?"

"Esta mulher é orgulhosa para lá do possível. Para o bem e para o mal."

"A minha mãe é uma mulher inteligente, mas quando se trata do António parece que fica com o cérebro paralisado."

"A dor e a tristeza continuaram, mas o fardo dividido custa menos."

"É uma mulher feita de aço, mas muito terna."

"Estou tão deprimida que nem para mim sou boa companhia."

"As saudades são físicas e totais."

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Saudades...

Que saudades são estas que me invadem quando eu menos espero?
Que conseguem escurecer o céu e tirar o brilho do sol?
Que saudades são estas que fazem o meu coração falhar batidas e os meus olhos encherem-se de lágrimas?
Que me apertam o coração e me deixam sem ar?
Que saudades são estas que não me deixam esquecer mesmo quando eu julgo que já esqueci?
Que me fazem ficar presa a um tempo que eu sei que não existe mais?
Que saudades são estas que me fazem sonhar contigo desmentindo-me a mim mesma quando eu digo que já não penso mais em ti?

Como se desliga este botão?
Como se deixa de sentir aquilo que não faz nenhum sentido?
Como desaperto este nó no peito?
Como sigo em frente se o coração insiste sempre em levar-me de volta lá atrás?

Não sei..
Não sei que saudades são estas e nem como as hei de calar..
Não sei como deixar de sentir..

Tenho saudades..
Tenho saudades tuas...


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Eileen Goudge - A ilha da paixão

O que fariam se o vosso filho fosse atropelado e morto por um bêbado e este ao ser julgado fosse inocentado? Até onde seriam capazes de ir?
Deixariam a vossa vida em suspenso em busca da justiça?
Ou seguiriam em frente conformados com o rumo do destino?

Um daqueles livros que não conseguimos parar de ler enquanto não chegamos ao fim. Duas histórias paralelas, uma no presente e outra no passado, mas escritas de uma forma tão exemplar que nunca nos confundimos. Um livro onde não adivinhamos o que vai acontecer a seguir e que tem a capacidade de nos fazer sorrir ou de nos irritar profundamente.
Em duas palavras: Muito Bom.

Fotografia da minha autoria

"És a cola que tudo une."

"A ideia trespassou-a como um tiro no coração."

"Sabia que o mundo estava repleto de cantos escuros e de arestas afiadas"

"Seria capaz de lhe ler na expressão os sentimentos que fazia o possível para ocultar? Poderiam os seus olhos dizer-lhe aquilo que o coração não se atrevia?"

"Línguas soltas afundam navios."

"Soltou um pequeno gemido e deixou-se cair de joelhos devagar, com a sensação de que lhe tinham roubado o ar. Mais valia que ela lhe tivesse enterrado uma faca no coração."

"Dizem que cada panela tem a sua tampa. Desde que sirva, acho que nada mais interessa."

"A tristeza adora companhia."

"Eu não sou velha, só estou a aumentar de anos."

"As pessoas que mais amamos são aquelas que menos queremos magoar."

"Andas com falhados e acabas como eles."

"Quando choramos por alguém que amámos, é como se ele ainda fizesse parte de nós. A única forma de perdermos alguém de verdade é se o esquecermos."

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Eu sei...

Eu sei que está difícil, que sentes um vazio no lugar onde antes batia o teu coração, que parece que essa tristeza nunca vai passar, que as lágrimas teimam em cair mesmo que as tentes limpar a toda a hora...
Eu sei que pensas que nunca conseguirás voltar a sorrir, que parece que o mundo deixou de fazer sentido, que não consegues sentir mais nada além de dor...
Eu sei que perdeste a vontade de sair da cama de manhã, que os raios de sol passaram a ferir-te os olhos, que o que antes te parecia belo agora não faz qualquer sentido...
Eu sei que dói de uma forma que nem sequer achaste que podia doer, que te falta o ar quando pensas em tudo o que aconteceu, que só tens vontade que o mundo exploda e que ninguém te chateie..

Eu sei..

Mas eu também sei que amanhã o sol voltará a nascer, que o mundo não vai parar de girar, que a dor vai diminuir um bocadinho a cada dia (mesmo que agora aches que não).
Eu também sei que as coisas boas vão voltar a acontecer, que aos poucos vais conseguir recuperar o sorriso, que vais descobrir que o teu coração ainda consegue bater, que a tristeza não dura para sempre e que por pior que esteja a vida, ela pode sempre melhorar.
Eu sei que te consegues reerguer mesmo que te tenhas desfeito em pedaços,
Eu sei que o amanhã será um bocadinho mais fácil que o hoje e que um dia destes a dor foi embora e já consegues respirar outra vez.
Eu sei que as coisas boas estão algures na esquina da vida e que só precisas de acreditar, de seguir em frente todos os dias, de enfrentar essa tristeza que agora te consome e de permitires que o tempo faça o seu papel.

Tudo continua a ser possível.
Não deixes de acreditar, porque quando deres por ti, tropeçaste nas maravilhas da vida e estás pronta para sorrir outra vez..


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Bruno de Carvalho - Sem filtro

Deixo antes de tudo um aviso, eu posso não ser a pessoa mais isenta do mundo para falar deste livro.
Porquê? Porque eu sou Sportinguista (muito) e gosto do Bruno de Carvalho. Não gostei de todas as suas atitudes enquanto presidente, não concordei sempre com ele e houve até alturas em que achei que se devia demitir - inclusive ofereci-me no meu facebook pessoal para o acompanhar a umas consultas de psiquiatria (só para entenderem que houve alturas em que eu estava mesmo muito desagradada com ele).
No entanto, gosto dele e acredito que foi o melhor presidente que tivemos nos últimos -muitos - anos e que infelizmente isto ainda será verdade daqui a uns largos anos (o que quer dizer que para mim o atual presidente se devia dedicar à medicina porque de futebol não percebe nada).
Dito isto e já tendo deixado claro que posso não ser isenta, deixo aqui a minha opinião sobre o livro (e provavelmente sairá daqui uma mistura de opinião do livro e critica futebolística) :

- Primeiro o básico, o livro está bem escrito, os acontecimentos estão relatados de forma fluída, tornando muito fácil de ler e acompanhar a "história". Não é massante e para quem gosta do tema é um livro que só se pára de ler quando chegamos ao fim.
Quanto aos acontecimentos em si, a primeira coisa que me apraz dizer é que o Sporting tem ainda mais sanguessugas do que aquelas que eu achava e que aquilo é a verdadeira república das bananas - coisa que quem acompanha o Sporting sempre desconfiou.
Bruno de Carvalho relata-nos um clube onde todos se acham no direito de mandar, de exigir e de fazerem o que querem achando que cabe ao clube obedecer-lhes e não serem eles a obedecerem ao clube. E não estamos apenas a falar de altos dirigentes mas sim de pessoas que nem sequer fazem parte dos quadros do clube mas que se acham no direito de ter benefícios à conta do mesmo.
Um exemplo? Um clube com 700 funcionários ter 5000 telemóveis associados.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Deixa de remoer o passado...

Deixa de remoer o passado, já foi, já deu, já passou.
Chega de sofreres com o que não podes mudar, chega de te atormentares com os "ses" da vida, ou com os caminhos que podias ter seguido mas não seguiste.
Agora estás aqui e é a partir daqui que tens que viver, liberta-te do que já foi.

Não adianta nada ficares parada a olhar para trás, não podes mudar nada do que aconteceu, não podes voltar atrás e escolher outro caminho mas podes agora, no presente, no sitio onde estás, determinar o caminho que queres seguir.
Se não estás felizes muda de rota.

Sim, todos mudaríamos alguma coisa se pudéssemos voltar atrás mas a verdade é que não podemos e viver preso aos "ses" da vida não te vai ajudar a chegar ao sitio onde queres estar, não é a pensares no que podia ter sido diferente que vais conseguir traçar o caminho que queres seguir.
Foram as tuas escolhas no passado que te transformaram na pessoa que és hoje e portanto elas tiveram um sentido de ser, na altura em que as fizeste tu eras aquela pessoa, se hoje elas não fazem mais sentido é porque tu mudaste, porque elas te ensinaram alguma coisa, porque ao longo do caminho tiveste tempo para aprender e amadurecer.

Então não é para o passado que tens que olhar, não é nas escolhas que fizeste que tens que pensar. Tens que olhar para a pessoa que és hoje e para aquilo que queres hoje e a partir dai determinares o caminho que queres seguir.
Não é possível mudar o passado mas o futuro começa hoje e podes construí-lo da forma que quiseres, então liberta-te dos ses, calça os sapatos, traça o destino e faz-te ao caminho.
O teu futuro só depende de ti.


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Carlos Porfirio - Caídos da mesma Árvore

E se de repente a vida te trocasse as voltas?
Se um simples encontro de amigos se transformasse numa questão de vida ou morte?
Até onde irias para salvar a tua vida?
Seriam os teus valores afetados por essa escolha?

Este livro começa num ritmo que não me agradou muito, parecia-me uma história banal sem acontecimentos que me conseguissem prender ao livro e as personagens também não me pareciam assim tão interessantes.
No entanto, mais ou menos no meio do livro, quando menos esperamos, já estamos completamente presos ao mesmo, a querer saber o que vem a seguir e o mais ridículo de tudo (tendo em conta o meu senso de justiça) o livro prende-nos de uma maneira que às tantas já eu torcia para que os criminosos da história se conseguissem safar e tivessem um final feliz.
É daqueles livros que ao início não damos grande coisa por eles mas que vai melhorando sem darmos por isso e que depois nos prende completamente.
Gostei muito.



"A música e a dança têm algo de mágico, são dos poucos escapes que o ser humano tem quando busca a harmonia."

"Lia para matar o tempo antes que o tempo o matasse a ele."

"Com o Ivo sentia-me como se tivesse o mundo aos meus pés."

"Ele sabia tudo ou quase tudo da música que teria de compor e tocar para arrebatar um coração."

"Ele não prestava, [...] não tinha cabeça nem coração, [...] tinha apenas um neurónio ligado ao mastro."

"Percebi que para ele, eu era apenas epiderme, material de prazer."

"Percebi que com ele andaria sempre na montanha russa, ora alegre e muito bem disposta, ora triste e desassossegada."

"A margem entre a devoção e a loucura cruel daqueles que vivem desesperadamente apaixonados, é demasiado pequena."

"A morte é a certeza mais absoluta que existe... dela sim, não podemos fugir."

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Às vezes é preciso agradecer...

Reclamamos que não temos a casa dos nossos sonhos ou o carro que imaginámos,
Que o euromilhões não chega ou que o nosso emprego é uma tortura,
Reclamamos que está muito calor ou muito frio, que chove sem parar ou que os campos estão secos,
Que não achamos roupa que gostamos, que estamos gordos, magros ou assim assim.
Reclamamos que não temos tempo para os amigos, para dormir, para fazer desporto.

Reclamamos tanto que nos esquecemos de agradecer.

Já agradeceste hoje?
Estamos vivos.
Já paraste para respirar fundo, ignorar tudo o que não tens e pensar no tanto que és afortunado?
Temos saúde.
Já agradeceste o pequeno almoço, o almoço e o jantar? Ou são coisas que dás por garantidas?
Temos um tecto e comida na mesa.
Já olhaste para as manchetes do jornal e agradeceste por não ser sobre ti ou os teus?
Temos os nossos vivos, bem, saudáveis.
Já paraste para ver que no fundo tens tudo o que importa?
E que o resto conquista-se. Todos os dias.

Acredita mais, agradece mais, reclama menos.

Obrigada Senhor, por mais um dia.


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Jodi Picoult - Dezanove minutos

E se todos os dias alguém nos destruísse mais um bocadinho?
Se todos os dias perdêssemos a nossa identidade?
Se deixássemos de saber quem somos?
Se achássemos que não somos nada?
É justo que nos façam sentir assim? É justo que nos humilhem, nos torturem, nos magoem, só porque é aparentemente divertido?
É justo acordar todos os dias sem esperança só porque alguém se lembrou que somos um alvo fácil?
E se um dia acordássemos e decidíssemos acabar com todos aqueles que de alguma forma já acabaram connosco? Se achássemos que era justo ser tão cruel com os outros como foram connosco? Podemos realmente ser condenados por isso? Somos realmente um monstro ou os monstros são eles que durante anos nos foram destruindo?

Dezanove minutos conta-nos a história de um jovem que entrou na sua escola e matou a tiro 10 pessoas ferindo mais dezanove, conta-nos o choque e o drama desse episódio mas conta-nos também o modo como tudo começou, como um jovem foi perseguido e torturado durante anos, como se viu reduzido a nada...
Este livro faz-nos pensar no outro lado da violência, dizemos sempre que "nada justificava esta atitude" mas e se tivéssemos passado anos a ser humilhados, como é que nos sentíamos?

Este livro é um alerta, porque muitas vezes não vemos o que está mesmo à frente dos nossos olhos, não nos preocupamos com o outro lado da história, com os sentimentos que estão por detrás das ações, nada justifica um massacre mas também nada justifica que cada vez mais crianças sejam vítimas de violência psicológica num ambiente que deveria ser seguro, com pessoas que deviam ser suas amigas.
Cabe a cada um de nós evitar que isto aconteça, educando os nossos filhos, ensinando-lhes a ser pessoas compassivas, honestas e principalmente ensinando-lhes que as palavras magoam, que as nossas atitudes tem consequências e que não temos de ser amigos de toda a gente mas temos de respeitar toda a gente.

Jodi Picoult é sem dúvida uma das melhores escritoras que já li.



"Se não mudarmos a nossa direcção, acabaremos por chegar aonde vamos." - Provérbio chinês

"Quando estava com ele, sentia que se evaporava."

"Há duas maneiras de ser feliz: melhorar a nossa realidade, ou baixar as nossas expectativas."

"Olha, posso não ser a pessoa que neste momento desejas, mas só me tens a mim."

"Coração de manteiga", tinha-lhe chamado. Bem. Ele deveria saber. Foi ele o primeiro a cortá-lo em pedaços."

"Pessoas diferentes tem diferentes tolerâncias à dor."

"Mostrou-lhe um sorriso, daqueles que podem fazer um coração começar a partir-se."

"Se passarmos a vida concentrados naquilo que os outros pensam de nós, será que nos esquecemos de quem realmente somos?"

"Uma arma não era realmente nada sem uma pessoa por trás dela."

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Educar não é fácil...

As crianças não nascem ensinadas - por muito que gostasses que isso acontecesse.
É normal falharem, caírem, chorarem, fazerem birras, testarem limites.
É normal acordarem as 7 da manhã mesmo que queiras dormir até ao meio dia,
É normal que queiram que brinques com elas mesmo quando tens mil coisas do trabalho para resolver.
É normal esperarem que sejas a super mulher ou o super homem. És o herói deles e por muito que por vezes seja difícil tens que corresponder a esse papel.
Não podes esperar que uma criança fique quieta em frente à televisão enquanto descansas, aliás, deixa-me que te diga que se depois de um dia inteiro longe de ti o teu filho te deixar descansar quieto enquanto fica em frente à televisão é porque se passa algo de muito errado com a vossa relação.
As crianças precisam de brincar, de testar limites, de ouvir não e sim nos momentos adequados para que aprendam a lidar com a frustração e com a satisfação.
As crianças não precisam de telemóveis, nem de tablet's, computadores ou coisas parecidas, as crianças precisam de ti.
Precisam que tu lhes contes uma história para dormir em vez de lhes enfiares um dvd de bonecos para adormecerem, precisam que tu te sentes com elas no chão a fazer um puzzle em vez de lhes dares um tablet para a mão enquanto tu falas no whatsapp com os teus amigos.
As crianças precisam que tu lhes ralhes quando fazem disparates mas não que tu lhes grites de 5 em 5 minutos só porque estão a ser crianças.
As crianças precisam de comer sopa mesmo que dê muito trabalho fazer uma nova a cada 3 dias, precisam de comer legumes mesmo que não gostem de brócolos, precisam de comer fruta mesmo que prefiram gelados e precisam de beber água em vez de quinhentos quilos de açúcar num refrigerante, mesmo que isso implique que tenhas que beber água também.

Ser mãe/ pai não é pêra doce e nunca serás perfeita(o) por mais que tentes, mas tens que perceber que as crianças aprendem pelo exemplo.
És tu que as ensinas, és tu o responsável por fazeres delas o adulto que gostarias que fossem, não podes esperar que o teu filho corra para te contar o dia se sempre que o tenta fazer, tu o mandas ver televisão porque tens de trabalhar, ou que te peça ajuda para resolver um problema se nem tens tempo para o ajudar a montar as peças de um puzzle.
Não podes esperar que seja saudável se deixas que o cansaço te vença na hora de lhes fazer refeições saudáveis e não podes esperar que te respeite se cada vez que lhe queres ensinar que algo está errado o fazes aos berros.
Medo não é respeito.

Já te disse que lhe deves ralhar quando fizer disparates e dizer que não sempre que for necessário mas não precisas de o fazer aos berros. Puxa-o para ti, abraça-o e conversa com ele, explica-lhe porque aquilo é errado e quais as consequências daquela ação. As crianças são crianças mas não são burras e aprendem mais rapidamente se lhes explicares uma coisa por a + b do que se lhes gritares que só fazem disparates e que estás cansada disso tudo...

Então:
Grita menos,
Abraça mais.
Critica menos,
Entende mais.
Exige menos.
Dá mais.

As crianças dão trabalho mas não há nada melhor no mundo.


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Daniel Sampaio - Lições do abismo

E se chegasses a um ponto em que o cansaço é tanto que parece que já nada faz sentido?
Se já nem soubesses quem és e para onde deves ir?
Se achasses que te tornaste um fardo e que ninguém te percebe ou te ama o suficiente?

As relações entre pais e filhos podem ser complicadas - umas vezes mais outras menos - mas todos os filhos em algum momento da sua vida vão sentir que os pais não os compreendem e que são eles contra o mundo.
Neste livro Daniel Sampaio, conta-nos a história de dois jovens que acreditam que os pais não entendem os seus problemas, as suas emoções, os seus sentimentos e que fogem de casa achando que isso resolverá tudo.
Daniel Sampaio explora essas emoções e vai-nos dando conta, não só do que os jovens "incompreendidos" sentem, mas também o que sentem as mães destes dois jovens mostrando-nos um lado que muitas vezes nos esquecemos que existe, o dos pais.
Daniel Sampaio é um psicoterapeuta mais do que habituado aos dramas da alma humana e neste livro ele tem a capacidade de nos fazer entrar nesses dramas, de nos mostrar mais do que um lado da mesma história e de nos fazer ver as coisas de vários pontos de vista.
O livro tem alguns termos técnicos que exigem alguma concentração na leitura mas é sem dúvida um grande livro.


"Estou morto de mais para poder morrer, acreditei ter força suficiente para não me asfixiar, apenas pude suspirar quando quis soltar um grito."

"O tempo passa depressa, o dia esvai-se dentro de mim, os primeiros traços de escuridão de há uns meses ocupam cada vez mais espaço. Na mais profunda solidão espero ser livre, desesperado e abandonado choro, não tenho forças para lutar por muito mais tempo."

"Tenho de tornar claro que não desejo ser preocupação para ninguém, não quero que sofram por minha causa, gostaria apenas de um pouco de calma neste corpo tão cansado."

"Agradeço aos meus pais terem sabido tomar conta do meu corpo. A culpa de o detestar não é da sua responsabilidade. Tudo surgiu de repente."

"Apesar da minha raiva continuo a ser ninguém. Caminho por entre sonhos e procuro a serenidade, busco a ilusão de que este momento vai passar e vou surgir de novo, no espelho, sem vergonha de mim."

"Como uma criança nascida na chuva, condeno-me a ficar para sempre gelado por dentro."

"Oiço-me mas não me escuto."

"Quem sabe a minha queda não me deu forças para continuar, quem sabe se estive no paraíso da solidão ou no limbo que precede a felicidade."