segunda-feira, 18 de março de 2019

Ken Follett - O homem de São Petersburgo

O que é mais importante, a vingança ou o amor?
Aquilo em que acreditamos ou aquilo que sentimos?
E quando aquilo em que acreditamos de repente já não faz tanto sentido assim?
E se tivermos que escolher entre o que somos e o que talvez pudéssemos ter sido?

Kschessinky é um anarquista com uma missão, acabar com a vida do príncipe Orlof, o que nem ele nem ninguém espera é que o seu passado lhe venha alterar a força do presente.
Será possível um coração que julgávamos morto voltar a bater?

Este livro é tão mas tão bom, é bem escrito e fácil de entender, tem uma excelente história e embora existam algumas - poucas - partes desnecessárias, chega-se a uma altura em que se devoram as palavras e tudo o que queremos é saber o que acontece a seguir, como é que o autor vai dar a volta à situação e como é que as coisas se vão resolver.
É impossível não ficar completamente preso ao livro e além de tudo tem um final fantástico.
Recomendadíssimo.


"Não se pode amar a humanidade
Só se podem amar as pessoas." - Graham Greene

"O amor podia ser selvagem e esfomeado."

"Um homem que não tenha medo pode fazer tudo o que quiser."

"Não desejava nada, já nada o poderia ferir. Amor, orgulho, compaixão, desejo, eram emoções esquecidas."

"Havia perguntas - teriam respostas; haveria problemas - seriam resolvidos; era preciso coragem - ele tinha bastante."

"Não sabia que me iria apaixonar desesperadamente por ti. Pedia apenas que gostássemos um do outro, mas afinal isso foi suficiente para ti mas não para mim. Não pensei que viesse a precisar do teu sorriso, a desejar os teus beijos, a ansiar que venhas ao meu quarto à noite; nunca pensei que ficasse assustado, aterrorizado por te perder."

"Tenho de pôr os meus sentimentos de lado."

"Há em ti qualquer coisa de selvagem e livre como um animal; nunca obedeces a ninguém, fazes apenas o que queres."

sexta-feira, 15 de março de 2019

Manda embora essa tristeza

Pára, pára, pára.
Limpa essas lágrimas, manda embora essa tristeza, esquece essa vontade de desaparecer.
Tens tanto potencial e ainda tantas coisas por fazer, não podes simplesmente desistir.

Eu sei que a vida não é fácil, que tens tido uma sucessão de dias maus e que por mais que tentes parece que nada corre bem.
Mas vá lá, tenta outra vez, um passo de cada vez, uma tentativa de cada vez.
Nem todos os dias serão maus, nem todos os dias as coisas irão falhar.
Vá lá miúda, recupera essa fé e volta a acreditar que os dias bons estão logo ali ao virar da esquina, que só tens que continuar a tentar e que tudo continua a ser possível.

Chega de deixares as lágrimas dominarem os teus dias, de ficares sentada sem tentar novamente, de veres a vida passar sem que faças nada para a mudar.
Levanta-te, volta a apreciar a beleza do sol.
Sai para a rua e volta a sentir o vento na cara.
Escreve os teus planos e começa a realiza-los.

Vá lá, eu sei que és capaz.
Volta a acreditar que as coisas podem dar certo, manda a tristeza embora, recupera o teu sorriso e parte para a luta.
Tens o mundo à tua espera, tens tantas capacidades que ainda nem tu descobriste e mil hipóteses à espera que as faças acontecer.

Chega, chega de tristeza, de desilusão e de desanimo.
Hoje muda tudo outra vez, volta a acreditar em ti , volta a pegar nas armas e a partir para a batalha.
Hoje é o dia em que voltas a assumir o controlo da tua vida.
Vá, vai lá conquistar o mundo!


quinta-feira, 14 de março de 2019

Frédéric Martel - No armário do Vaticano

O tema deste livro é interessante, "a hipocrisia da igreja que publicamente condena os homossexuais mas que no seu interior é dominada por eles" mas confesso que esperava muito mais do livro.
São muitos nomes e muitas personagens - acho que o autor quis tanto mostrar-se credível e mostrar que o que diz tem bases e não são só boatos que damos connosco perdidos entre pessoas que não fazemos ideias de quem são e que nos vão aparecendo aos montes de cada vez. E para complicar ainda mais a leitura, às vezes começamos a página a ler sobre uma pessoa e enquanto o autor espera que ele chegue mete-nos outras 5 pessoas em outras 5 situações a falar sobre a primeira pessoa; é confuso e exige muita atenção na leitura.

Dito isto vamos aos factos do livro, eu terminei este livro a sentir-me uma pessoa muito ingénua, nunca mas nunca me passaria pela cabeça que a taxa de homossexuais fosse tão grande na Igreja e não por serem homossexuais porque isso a mim não me causa nenhuma estranheza, mas por serem "homossexuais praticantes", a quantidade de padres, bispos, cardeais e por ai fora (que o livro lista-nos uma infinidade de categorias que eu também desconhecia) que tem uma vida dupla é assustadora e não estamos a falar de uma relação monogâmica baseada no amor, estamos a falar de toda uma vida de luxuria e loucura.
Há aqui toda uma dualidade de critérios, de personalidades e de pessoas que dizem uma coisa ao mundo e que praticam outra que é assustadora.

E a base do livro é isto, são mais de 600 páginas a falar-nos que o prelado tal é maioritariamente gay, que o bispo tal tem não sei quantos amantes, que o cardeal tal contrata prostitutos e assim vai.
De vez em quando é abordada a pedofilia ou é realmente desenvolvida a história de alguém que se revelou um monstro; na minha opinião, estes são os momentos realmente interessantes do livro  as alturas em que conseguimos compreender como o carácter daquela pessoa realmente influenciou a vida de tantas outras, como destruiu tantas pessoas, como chegou ao poder sem que ninguém o parasse.

Achei o livro muito redutor, como se o autor quisesse explicar todas as acções das pessoas à luz da sua homossexualidade. Por exemplo: o autor supõe que o papa Bento XVI é gay não praticante (é uma das poucas suposições do livro, já que o resto é baseado em provas) e para ele tudo o que papa fez, disse e inclusive a sua queda só é analisada com base nisto, no facto de ser gay, no facto de estar rodeado de gays, no facto de não conseguir acabar com a homossexualidade na igreja.
Ora, o pontificado de Bento XVI tem inúmeras outras facetas que não foram de todo abordadas, este papa tentou trazer transparência ao banco do Vaticano e acabar com a corrupção em vários sectores da cúria, mas nada disto é abordado no livro, só a questão gay. Aliás há sempre um tom muito agressivo com Bento XVI, um tom moderado com João Paulo II e um tom amigável com Francisco. Sendo que João Paulo II foi dos papas que mais apoiou uma série de situações sujas no Vaticano não me parece de todo justo que se reduza Bento XVI à sua pretensa homossexualidade e à sua incapacidade para lidar com ela.

Resumindo: o livro tem umas partes muito interessantes - quando o carácter da pessoa é desenvolvido e nos são dadas a conhecer personagens que são absolutamente monstruosas e foram infinitamente protegidas - e tem um tema interessante que é a homossexualidade na igreja. Mas fala-nos basicamente de padres que nunca incomodaram ninguém por serem gays e isso para mim não faz nenhum sentido. Seria um grande livro se nos falasse das estatísticas da quantidade de padres homossexuais, se nos explicasse (como explicou) o motivo de haver tantos e se depois só pegasse naqueles que de alguma forma influenciaram a historia; os que criaram guerras publicas contra a homossexualidade e os que são verdadeiros monstros mas foram protegidos e isto caberia em 400 páginas (ou menos).
Dito isto quem gostar de explorar os corredores do Vaticano vai gostar de algumas partes deste livro, para quem não gostar não vale de todo a pena.


Fotografia da minha autoria.

"Cada coisa é recebida em função do que realmente queremos ouvir!"

"Somos todos pecadores, mas não somos todos corrompidos."

"Pode alguém dissimular durante muito tempo a sua verdadeira natureza?"

"Falar dos outros é correr o risco de que falem de nós."

terça-feira, 12 de março de 2019

É tudo possível!

É tudo possível!

Tudo o que sonhares podes fazer, tudo o que quiseres podes conquistar, tudo o que planeares consegues realizar.
Não há impossíveis, é tudo uma questão de acreditares em ti, no teu valor e de lutares por aquilo em que acreditas.
Não te vou mentir e dizer que é fácil, que abres os olhos, traças o plano e no dia a seguir ele aparece concretizado. Não, nem sempre será fácil mas nada cai do céu (além da chuva, do granizo, da neve...).

Sabes, não te adianta de nada ficares a invejar as vidas perfeitas que vês no instagram, ou a achar que as conquistas dos outros são sempre mais fáceis ou até a imaginar como seria tudo tão mais simples se tivesses nascido rica.
 A verdade é que (salvo em raros casos) Deus te deu duas mãos, duas pernas e um cérebro e isso tem um motivo. Se consegues sonhar, se consegues idealizar, se consegues trabalhar então não há nenhum motivo para que não consigas realizar.

O tempo que perdes a lamentar a tua falta de sorte poderia ser usado a aprimorar as tuas capacidades, a descobrir os teus talentos, a decidires aquilo que realmente queres fazer e o que é que te faz feliz. Não adianta de nada seguires o rebanho e teres a profissão que todos acham ser a melhor para ti, tens de fazer algo que te dê prazer independentemente do que os outros digam ou pensam.

Então pára de te lamentar, pára de achar que a vida dos outros é mais perfeita do que a tua ou que eles tem "muita sorte nesta vida" e vai conquistar a tua sorte.
Não importa se queres ser a blogger mais conhecida do país, a médica mais famosa do século, a escritora mais lida do milénio, se queres ser caixa de supermercado, varredora de rua ou qualquer outra profissão; nenhum sonho é demasiado grande ou demasiado pequeno, todos são válidos desde que te façam felizes.

Então vá lá, define as tuas metas, traça os teus planos e mãos à obra.
É tudo possível, desde que faças por isso.
Força, foco e fé, não desistas.


segunda-feira, 11 de março de 2019

Guillaume Musso - Estarás ai?

E se um dia te dissessem que podes voltar atrás e mudar o teu passado?
Se um dia a vida te desse a oportunidade de reescrever a tua história?
O que mudavas? Em quem te tornarias?
Conseguirias fazer essa escolha sabendo que estarias a modificar todo o teu presente?

Este livro é fantástico.
É daqueles livros que nos prendem completamente, deixando-nos sempre com vontade de ler mais e saber o que acontece a seguir e como é que as coisas se vão desenrolar e resolver. É muito bem escrito e alterna facilmente o passado e o presente, sem nos deixar confusos ou perdidos.
Recomendo totalmente.

E é impossível não pensar no que nós mudaríamos se pudéssemos voltar atrás no tempo...


"Já todos nos confrontámos com a questão pelo menos uma vez na vida: se nos fosse concedida a oportunidade de voltarmos atrás, o que alteraríamos na nossa vida?"

"Se o pudéssemos fazer, que erros tentaríamos corrigir? Que dor, que remorsos, que receios escolheríamos apagar?"

"Ousaríamos verdadeiramente conferir um novo sentido à nossa existência?"

Mas para nos tornarmos o quê?
Para irmos para onde?
E com quem?"


"O futuro interessa-me:
É ai que tenciono passar os meus próximos anos." - Woody Allen

"Quando se ama, não há necessidade de discursos: sabe-se, sente-se e isso basta."

"Quem não gosta de animais, não gosta verdadeiramente das pessoas."

"E preserva os teus sonhos (...). Nunca se sabe quando poderás precisar deles." - Carlos Ruiz Zafón

sexta-feira, 8 de março de 2019

Tens que deixar ir...

Às vezes tens que deixar ir, tens que abrir mão e deixar partir quem não quer ficar.
Às vezes tens que atirar a toalha ao chão e perceber que amar não chega, que às vezes por mais que tu ames o mesmo não acontece do outro lado.
Às vezes tens que deixar os sonhos morrerem mesmo que aches que vais morrer com eles, tens que te despedaçar para que talvez um dia consigas voltar a recomeçar.

Não adianta amar, se o outro não sente o mesmo.
Não adianta dares tudo se do outro lado não recebes nada.
Não adianta fazeres planos, traçares metas se quem está ao teu lado não te quer acompanhar no caminho.

Às vezes tens que deixar cair o coração, dizer adeus e fechar a porta.
Tens que matar os sonhos que teimas em sonhar sozinha, dizer adeus ao futuro que imaginaste e deixar partir quem juraste amar para sempre.
Às vezes amar não chega e quando isso acontece tens que respirar fundo, agarrar em toda a tua força e pedir à outra pessoa que vá embora, que faça o seu caminho e que seja feliz.

Vai doer, vai doer tanto que parece que te falta o ar de todas as vezes que tentares respirar.
Vai doer tanto que vais achar que o teu coração nunca mais conseguirá bater de novo.
Vai doer como se te tivessem arrancado um pedaço... porque na verdade arrancaram..

E vais chorar e tentar perceber em que momento perdeste aquele amor ou o que poderias ter feito de forma diferente, mas a verdade é que às vezes as coisas não estão simplesmente destinadas a ser.

Não te contentes em viver pela metade, não te contentes em não ser amada só porque achas que amas pelos dois, não te contentes em não ter a vida com que sonhaste.
O amor só faz sentido quando é vivido a dois.
E quando não é, vale mais respirar fundo e fechar a porta, mesmo que doa muito.. e eu sei que vai doer...

Tu mereces mais, tu mereces todo o amor do mundo!
Não te contentes com menos do que isso...




quinta-feira, 7 de março de 2019

Sofia Fraga - Julião o Melro-poeta

Sofia Fraga é daquelas escritoras que quando pegamos num livro da sua autoria já sabemos que o mesmo terá alguma mensagem para nos passar, foi por isso que quando peguei no novo livro da autora o fui lendo e sorrindo à medida que tentava perceber o que ela nos queria ensinar desta vez. "Julião o melro-poeta" não tem uma mensagem tão óbvia como o livro anterior dela ("A tartaruga Celeste e o menino que chorava música") mas conforme vamos lendo as linhas e as entrelinhas vamos percebendo que a mensagem está lá.

Este livro fala-nos sobre 3 animais que se conhecem por acaso e que se unem para concretizar um objectivo comum, que unem os seus esforços e vão fazendo o caminho sempre juntos até chegarem ao suposto destino.
E aqui já temos duas importantes mensagens que nunca devíamos esquecer de ensinar às nossas crianças, porque sejamos sinceros; se um melro poeta, um sapo que acha que é príncipe e uma mosca que adormece de 30 em 30 minutos conseguem cumprir um objectivo, o que é que impede as nossas crianças de conseguirem também?
Enquanto lemos o livro com as nossas crianças podemos aproveitar toda a parte da viagem dos animais para os relembrar da importância de acreditar nos sonhos e de lutar por eles mesmo que alguém duvide não só da nossa capacidade para os realizar mas também da validade desse sonho. Temos aqui uma excelente forma de os ensinar que não importa se mais ninguém acredita desde que eles acreditem. Juntando a isto podemos falar da importância do trabalho de equipa e de como os amigos estão sempre dispostos a ajudarem-se mutuamente.

Já no final da história e depois do objectivo a que os amigos se propuseram, eles decidem continuar juntos e desbravar outras possíveis aventuras (quem sabe em novos livros), no entanto antes disso conseguimos mais uma vez uma importante mensagem, durante todo o percurso o Julião (o melro-poeta) queria muito fazer algo para agradar e ser aceite por outra pessoa ( no caso era mais outro animal), mas no fim tudo o que ele fez foi ser ele mesmo e foi isso que lhe trouxe grandes resultados. Ou seja, podemos mais uma vez pegar numa parte da história para relembrar os nossos meninos de que eles não precisam de mudar para agradar ninguém, de que tem de ser eles mesmos, que tem de ser fieis ao que são e ao que acreditam e que se o fizerem terão excelentes resultados.
Além disso podemos ensinar ainda que os verdadeiros amigos gostam de nós como nós somos e que a sua amizade não depende de sermos ou fazermos isto ou aquilo.

Resumindo, é um livro maravilhoso cheio de mensagens para as nossas crianças e que nos dá a oportunidade enquanto educadores de reforçar a sua auto-confiança.
Não acho que seja um livro que uma criança de 6 ou 7 anos compreenderá sozinha - a história em si, a criança poderá ler sozinha e perceber as partes básicas de 3 amigos que fazem algo juntos mas as inúmeras mensagens que o livro tem acho que não.
No entanto acho que é um daqueles livros maravilhosos para lermos enroscados nos nossos pequenos enquanto eles ouvem a nossa voz e imaginam a história, ou enquanto nós ouvimos a voz deles e os vamos conduzindo com perguntas para os sítios que queremos que eles reparem e os vamos ensinando que os bons livros são muito mais do que uma simples história, são autênticas lições de vida.