segunda-feira, 18 de março de 2019

Ken Follett - O homem de São Petersburgo

O que é mais importante, a vingança ou o amor?
Aquilo em que acreditamos ou aquilo que sentimos?
E quando aquilo em que acreditamos de repente já não faz tanto sentido assim?
E se tivermos que escolher entre o que somos e o que talvez pudéssemos ter sido?

Kschessinky é um anarquista com uma missão, acabar com a vida do príncipe Orlof, o que nem ele nem ninguém espera é que o seu passado lhe venha alterar a força do presente.
Será possível um coração que julgávamos morto voltar a bater?

Este livro é tão mas tão bom, é bem escrito e fácil de entender, tem uma excelente história e embora existam algumas - poucas - partes desnecessárias, chega-se a uma altura em que se devoram as palavras e tudo o que queremos é saber o que acontece a seguir, como é que o autor vai dar a volta à situação e como é que as coisas se vão resolver.
É impossível não ficar completamente preso ao livro e além de tudo tem um final fantástico.
Recomendadíssimo.


"Não se pode amar a humanidade
Só se podem amar as pessoas." - Graham Greene

"O amor podia ser selvagem e esfomeado."

"Um homem que não tenha medo pode fazer tudo o que quiser."

"Não desejava nada, já nada o poderia ferir. Amor, orgulho, compaixão, desejo, eram emoções esquecidas."

"Havia perguntas - teriam respostas; haveria problemas - seriam resolvidos; era preciso coragem - ele tinha bastante."

"Não sabia que me iria apaixonar desesperadamente por ti. Pedia apenas que gostássemos um do outro, mas afinal isso foi suficiente para ti mas não para mim. Não pensei que viesse a precisar do teu sorriso, a desejar os teus beijos, a ansiar que venhas ao meu quarto à noite; nunca pensei que ficasse assustado, aterrorizado por te perder."

"Tenho de pôr os meus sentimentos de lado."

"Há em ti qualquer coisa de selvagem e livre como um animal; nunca obedeces a ninguém, fazes apenas o que queres."

sexta-feira, 15 de março de 2019

Manda embora essa tristeza

Pára, pára, pára.
Limpa essas lágrimas, manda embora essa tristeza, esquece essa vontade de desaparecer.
Tens tanto potencial e ainda tantas coisas por fazer, não podes simplesmente desistir.

Eu sei que a vida não é fácil, que tens tido uma sucessão de dias maus e que por mais que tentes parece que nada corre bem.
Mas vá lá, tenta outra vez, um passo de cada vez, uma tentativa de cada vez.
Nem todos os dias serão maus, nem todos os dias as coisas irão falhar.
Vá lá miúda, recupera essa fé e volta a acreditar que os dias bons estão logo ali ao virar da esquina, que só tens que continuar a tentar e que tudo continua a ser possível.

Chega de deixares as lágrimas dominarem os teus dias, de ficares sentada sem tentar novamente, de veres a vida passar sem que faças nada para a mudar.
Levanta-te, volta a apreciar a beleza do sol.
Sai para a rua e volta a sentir o vento na cara.
Escreve os teus planos e começa a realiza-los.

Vá lá, eu sei que és capaz.
Volta a acreditar que as coisas podem dar certo, manda a tristeza embora, recupera o teu sorriso e parte para a luta.
Tens o mundo à tua espera, tens tantas capacidades que ainda nem tu descobriste e mil hipóteses à espera que as faças acontecer.

Chega, chega de tristeza, de desilusão e de desanimo.
Hoje muda tudo outra vez, volta a acreditar em ti , volta a pegar nas armas e a partir para a batalha.
Hoje é o dia em que voltas a assumir o controlo da tua vida.
Vá, vai lá conquistar o mundo!


quinta-feira, 14 de março de 2019

Frédéric Martel - No armário do Vaticano

O tema deste livro é interessante, "a hipocrisia da igreja que publicamente condena os homossexuais mas que no seu interior é dominada por eles" mas confesso que esperava muito mais do livro.
São muitos nomes e muitas personagens - acho que o autor quis tanto mostrar-se credível e mostrar que o que diz tem bases e não são só boatos que damos connosco perdidos entre pessoas que não fazemos ideias de quem são e que nos vão aparecendo aos montes de cada vez. E para complicar ainda mais a leitura, às vezes começamos a página a ler sobre uma pessoa e enquanto o autor espera que ele chegue mete-nos outras 5 pessoas em outras 5 situações a falar sobre a primeira pessoa; é confuso e exige muita atenção na leitura.

Dito isto vamos aos factos do livro, eu terminei este livro a sentir-me uma pessoa muito ingénua, nunca mas nunca me passaria pela cabeça que a taxa de homossexuais fosse tão grande na Igreja e não por serem homossexuais porque isso a mim não me causa nenhuma estranheza, mas por serem "homossexuais praticantes", a quantidade de padres, bispos, cardeais e por ai fora (que o livro lista-nos uma infinidade de categorias que eu também desconhecia) que tem uma vida dupla é assustadora e não estamos a falar de uma relação monogâmica baseada no amor, estamos a falar de toda uma vida de luxuria e loucura.
Há aqui toda uma dualidade de critérios, de personalidades e de pessoas que dizem uma coisa ao mundo e que praticam outra que é assustadora.

E a base do livro é isto, são mais de 600 páginas a falar-nos que o prelado tal é maioritariamente gay, que o bispo tal tem não sei quantos amantes, que o cardeal tal contrata prostitutos e assim vai.
De vez em quando é abordada a pedofilia ou é realmente desenvolvida a história de alguém que se revelou um monstro; na minha opinião, estes são os momentos realmente interessantes do livro  as alturas em que conseguimos compreender como o carácter daquela pessoa realmente influenciou a vida de tantas outras, como destruiu tantas pessoas, como chegou ao poder sem que ninguém o parasse.

Achei o livro muito redutor, como se o autor quisesse explicar todas as acções das pessoas à luz da sua homossexualidade. Por exemplo: o autor supõe que o papa Bento XVI é gay não praticante (é uma das poucas suposições do livro, já que o resto é baseado em provas) e para ele tudo o que papa fez, disse e inclusive a sua queda só é analisada com base nisto, no facto de ser gay, no facto de estar rodeado de gays, no facto de não conseguir acabar com a homossexualidade na igreja.
Ora, o pontificado de Bento XVI tem inúmeras outras facetas que não foram de todo abordadas, este papa tentou trazer transparência ao banco do Vaticano e acabar com a corrupção em vários sectores da cúria, mas nada disto é abordado no livro, só a questão gay. Aliás há sempre um tom muito agressivo com Bento XVI, um tom moderado com João Paulo II e um tom amigável com Francisco. Sendo que João Paulo II foi dos papas que mais apoiou uma série de situações sujas no Vaticano não me parece de todo justo que se reduza Bento XVI à sua pretensa homossexualidade e à sua incapacidade para lidar com ela.

Resumindo: o livro tem umas partes muito interessantes - quando o carácter da pessoa é desenvolvido e nos são dadas a conhecer personagens que são absolutamente monstruosas e foram infinitamente protegidas - e tem um tema interessante que é a homossexualidade na igreja. Mas fala-nos basicamente de padres que nunca incomodaram ninguém por serem gays e isso para mim não faz nenhum sentido. Seria um grande livro se nos falasse das estatísticas da quantidade de padres homossexuais, se nos explicasse (como explicou) o motivo de haver tantos e se depois só pegasse naqueles que de alguma forma influenciaram a historia; os que criaram guerras publicas contra a homossexualidade e os que são verdadeiros monstros mas foram protegidos e isto caberia em 400 páginas (ou menos).
Dito isto quem gostar de explorar os corredores do Vaticano vai gostar de algumas partes deste livro, para quem não gostar não vale de todo a pena.


Fotografia da minha autoria.

"Cada coisa é recebida em função do que realmente queremos ouvir!"

"Somos todos pecadores, mas não somos todos corrompidos."

"Pode alguém dissimular durante muito tempo a sua verdadeira natureza?"

"Falar dos outros é correr o risco de que falem de nós."

terça-feira, 12 de março de 2019

É tudo possível!

É tudo possível!

Tudo o que sonhares podes fazer, tudo o que quiseres podes conquistar, tudo o que planeares consegues realizar.
Não há impossíveis, é tudo uma questão de acreditares em ti, no teu valor e de lutares por aquilo em que acreditas.
Não te vou mentir e dizer que é fácil, que abres os olhos, traças o plano e no dia a seguir ele aparece concretizado. Não, nem sempre será fácil mas nada cai do céu (além da chuva, do granizo, da neve...).

Sabes, não te adianta de nada ficares a invejar as vidas perfeitas que vês no instagram, ou a achar que as conquistas dos outros são sempre mais fáceis ou até a imaginar como seria tudo tão mais simples se tivesses nascido rica.
 A verdade é que (salvo em raros casos) Deus te deu duas mãos, duas pernas e um cérebro e isso tem um motivo. Se consegues sonhar, se consegues idealizar, se consegues trabalhar então não há nenhum motivo para que não consigas realizar.

O tempo que perdes a lamentar a tua falta de sorte poderia ser usado a aprimorar as tuas capacidades, a descobrir os teus talentos, a decidires aquilo que realmente queres fazer e o que é que te faz feliz. Não adianta de nada seguires o rebanho e teres a profissão que todos acham ser a melhor para ti, tens de fazer algo que te dê prazer independentemente do que os outros digam ou pensam.

Então pára de te lamentar, pára de achar que a vida dos outros é mais perfeita do que a tua ou que eles tem "muita sorte nesta vida" e vai conquistar a tua sorte.
Não importa se queres ser a blogger mais conhecida do país, a médica mais famosa do século, a escritora mais lida do milénio, se queres ser caixa de supermercado, varredora de rua ou qualquer outra profissão; nenhum sonho é demasiado grande ou demasiado pequeno, todos são válidos desde que te façam felizes.

Então vá lá, define as tuas metas, traça os teus planos e mãos à obra.
É tudo possível, desde que faças por isso.
Força, foco e fé, não desistas.


segunda-feira, 11 de março de 2019

Guillaume Musso - Estarás ai?

E se um dia te dissessem que podes voltar atrás e mudar o teu passado?
Se um dia a vida te desse a oportunidade de reescrever a tua história?
O que mudavas? Em quem te tornarias?
Conseguirias fazer essa escolha sabendo que estarias a modificar todo o teu presente?

Este livro é fantástico.
É daqueles livros que nos prendem completamente, deixando-nos sempre com vontade de ler mais e saber o que acontece a seguir e como é que as coisas se vão desenrolar e resolver. É muito bem escrito e alterna facilmente o passado e o presente, sem nos deixar confusos ou perdidos.
Recomendo totalmente.

E é impossível não pensar no que nós mudaríamos se pudéssemos voltar atrás no tempo...


"Já todos nos confrontámos com a questão pelo menos uma vez na vida: se nos fosse concedida a oportunidade de voltarmos atrás, o que alteraríamos na nossa vida?"

"Se o pudéssemos fazer, que erros tentaríamos corrigir? Que dor, que remorsos, que receios escolheríamos apagar?"

"Ousaríamos verdadeiramente conferir um novo sentido à nossa existência?"

Mas para nos tornarmos o quê?
Para irmos para onde?
E com quem?"


"O futuro interessa-me:
É ai que tenciono passar os meus próximos anos." - Woody Allen

"Quando se ama, não há necessidade de discursos: sabe-se, sente-se e isso basta."

"Quem não gosta de animais, não gosta verdadeiramente das pessoas."

"E preserva os teus sonhos (...). Nunca se sabe quando poderás precisar deles." - Carlos Ruiz Zafón

sexta-feira, 8 de março de 2019

Tens que deixar ir...

Às vezes tens que deixar ir, tens que abrir mão e deixar partir quem não quer ficar.
Às vezes tens que atirar a toalha ao chão e perceber que amar não chega, que às vezes por mais que tu ames o mesmo não acontece do outro lado.
Às vezes tens que deixar os sonhos morrerem mesmo que aches que vais morrer com eles, tens que te despedaçar para que talvez um dia consigas voltar a recomeçar.

Não adianta amar, se o outro não sente o mesmo.
Não adianta dares tudo se do outro lado não recebes nada.
Não adianta fazeres planos, traçares metas se quem está ao teu lado não te quer acompanhar no caminho.

Às vezes tens que deixar cair o coração, dizer adeus e fechar a porta.
Tens que matar os sonhos que teimas em sonhar sozinha, dizer adeus ao futuro que imaginaste e deixar partir quem juraste amar para sempre.
Às vezes amar não chega e quando isso acontece tens que respirar fundo, agarrar em toda a tua força e pedir à outra pessoa que vá embora, que faça o seu caminho e que seja feliz.

Vai doer, vai doer tanto que parece que te falta o ar de todas as vezes que tentares respirar.
Vai doer tanto que vais achar que o teu coração nunca mais conseguirá bater de novo.
Vai doer como se te tivessem arrancado um pedaço... porque na verdade arrancaram..

E vais chorar e tentar perceber em que momento perdeste aquele amor ou o que poderias ter feito de forma diferente, mas a verdade é que às vezes as coisas não estão simplesmente destinadas a ser.

Não te contentes em viver pela metade, não te contentes em não ser amada só porque achas que amas pelos dois, não te contentes em não ter a vida com que sonhaste.
O amor só faz sentido quando é vivido a dois.
E quando não é, vale mais respirar fundo e fechar a porta, mesmo que doa muito.. e eu sei que vai doer...

Tu mereces mais, tu mereces todo o amor do mundo!
Não te contentes com menos do que isso...




quinta-feira, 7 de março de 2019

Sofia Fraga - Julião o Melro-poeta

Sofia Fraga é daquelas escritoras que quando pegamos num livro da sua autoria já sabemos que o mesmo terá alguma mensagem para nos passar, foi por isso que quando peguei no novo livro da autora o fui lendo e sorrindo à medida que tentava perceber o que ela nos queria ensinar desta vez. "Julião o melro-poeta" não tem uma mensagem tão óbvia como o livro anterior dela ("A tartaruga Celeste e o menino que chorava música") mas conforme vamos lendo as linhas e as entrelinhas vamos percebendo que a mensagem está lá.

Este livro fala-nos sobre 3 animais que se conhecem por acaso e que se unem para concretizar um objectivo comum, que unem os seus esforços e vão fazendo o caminho sempre juntos até chegarem ao suposto destino.
E aqui já temos duas importantes mensagens que nunca devíamos esquecer de ensinar às nossas crianças, porque sejamos sinceros; se um melro poeta, um sapo que acha que é príncipe e uma mosca que adormece de 30 em 30 minutos conseguem cumprir um objectivo, o que é que impede as nossas crianças de conseguirem também?
Enquanto lemos o livro com as nossas crianças podemos aproveitar toda a parte da viagem dos animais para os relembrar da importância de acreditar nos sonhos e de lutar por eles mesmo que alguém duvide não só da nossa capacidade para os realizar mas também da validade desse sonho. Temos aqui uma excelente forma de os ensinar que não importa se mais ninguém acredita desde que eles acreditem. Juntando a isto podemos falar da importância do trabalho de equipa e de como os amigos estão sempre dispostos a ajudarem-se mutuamente.

Já no final da história e depois do objectivo a que os amigos se propuseram, eles decidem continuar juntos e desbravar outras possíveis aventuras (quem sabe em novos livros), no entanto antes disso conseguimos mais uma vez uma importante mensagem, durante todo o percurso o Julião (o melro-poeta) queria muito fazer algo para agradar e ser aceite por outra pessoa ( no caso era mais outro animal), mas no fim tudo o que ele fez foi ser ele mesmo e foi isso que lhe trouxe grandes resultados. Ou seja, podemos mais uma vez pegar numa parte da história para relembrar os nossos meninos de que eles não precisam de mudar para agradar ninguém, de que tem de ser eles mesmos, que tem de ser fieis ao que são e ao que acreditam e que se o fizerem terão excelentes resultados.
Além disso podemos ensinar ainda que os verdadeiros amigos gostam de nós como nós somos e que a sua amizade não depende de sermos ou fazermos isto ou aquilo.

Resumindo, é um livro maravilhoso cheio de mensagens para as nossas crianças e que nos dá a oportunidade enquanto educadores de reforçar a sua auto-confiança.
Não acho que seja um livro que uma criança de 6 ou 7 anos compreenderá sozinha - a história em si, a criança poderá ler sozinha e perceber as partes básicas de 3 amigos que fazem algo juntos mas as inúmeras mensagens que o livro tem acho que não.
No entanto acho que é um daqueles livros maravilhosos para lermos enroscados nos nossos pequenos enquanto eles ouvem a nossa voz e imaginam a história, ou enquanto nós ouvimos a voz deles e os vamos conduzindo com perguntas para os sítios que queremos que eles reparem e os vamos ensinando que os bons livros são muito mais do que uma simples história, são autênticas lições de vida.


quarta-feira, 6 de março de 2019

Sorteio do livro - "A luz que brilha" de Danielle Steel

OBRIGADA!
Já somos mais de 500 seguidores no facebook e queria muito agradecer a cada um de vocês, fico mesmo muito feliz cada vez que o número aumenta lá na página, já que isso significa que vocês gostam do que escrevo e querem continuar a acompanhar-me nesta jornada.
Infelizmente não consigo presentear todos mas resolvi fazer um sorteio para vos agradecer por estarem comigo.
Escolhi portanto um dos meus livros favoritos e de que já vos falei aqui.

Não quero de todo complicar com regras, por isso a única coisa que é preciso fazer para se inscreverem no sorteio é serem seguidores da página do blog no facebook e preencherem o formulário que se encontra aqui em baixo com um email válido - para serem contactados em caso de ganharem - e com o nome com que me seguem na página do face de forma a que eu consiga confirmar que realmente me seguem.

Tirando isto a única coisa que peço é que só se inscrevam se realmente quiserem continuar a seguir a página após o fim do sorteio, este sorteio é uma forma de agradecer a quem gosta do que escrevo e por isso não faz para mim nenhum sentido que se inscrevam para depois deixarem de seguir a página só porque não ganharam o sorteio.

O sorteio começa hoje (6 de Março) e termina no dia 23 de Março. O resultado será publicado aqui no blog máximo até ao dia 27 de Março e a vencedora será contactada por email.
O sorteio é mundial, qualquer pessoa pode participar desde que saiba ler português, já que é nesta língua que o livro está editado (e que eu escrevo).

E é isto, se gostam do que escrevo basta seguirem-me no facebook (link aqui) e preencherem o formulário para se inscreverem.

Agradeço mais uma vez a cada um de vocês e boa sorte.


terça-feira, 5 de março de 2019

Levanta-te!

Levanta-te; ainda tens toda uma estrada para caminhar, ainda tens vários caminhos para desbravar, ainda tens várias metas para alcançar.
Levanta-te; não deixes que o desanimo te apanhe, que as derrotas te vençam, que as dificuldades te travem.
Levanta-te; não deixes que o cansaço leve a melhor, que os sonhos fiquem esquecidos, que os planos fiquem apenas no papel.
Levanta-te; reúne as tuas forças, agarra nos teus sonhos, procura as tuas crenças e levanta-te.

Está na altura de voltares à luta, de voltares a confiar em ti e de ignorares as vozes do mundo,
está na altura de voltares a perceber que tudo é possível desde que tu acredites.

Define a tua meta, traça o teu plano, calça os sapatos e prepara-te para voltares a percorrer a estrada da vida.
Nada se consegue sem esforço, nada se consegue se ficarmos sentados a lamentar, nada vai dar certo se não tentarmos.

É a tua hora.
Levanta-te e vai em frente!


segunda-feira, 4 de março de 2019

Danielle Steel - O meu filho Nick

E se o amor que sentes pelo teu filho não fosse suficiente para o salvar?
Se todos os dias fossem uma luta que nunca sabes se vais conseguir vencer?
Se por mais que te esforçasses para lhe mostrar o sol, ele só conseguisse ver a escuridão?
Como se sobrevive à morte de um filho?

De todos os livros que eu já li, este continua a ser um dos meus favoritos.
Danielle Steel dá-nos a conhecer a vida e a morte do seu filho Nick de uma forma tão intensa que é impossível acabar o livro sem o sentimento de que Nick era um dos nossos amigos mais próximos. Um livro repleto de sentimentos e emoções, escrito acima de tudo com o coração.

Nick lutou todos os dias contra a sua doença (psicose maníaco depressiva), teve a sua vida recheada de altos e baixos, foi ao fundo do poço e voltou ao cimo para vencer. Ele é a prova de que a doença não escolhe idades, estratos sociais e acima de tudo é a prova de como o diagnóstico e o tratamento são tão difíceis e dolorosos.
Não dá para ver Nick como um derrotado pela doença, apesar de ter desistido, ele foi um vencedor. Morreu cedo mas contra todas as opiniões médicas tornou-se a pessoa que sempre quis ser, um exemplo de coragem e força, mas... às vezes o destino está escrito.

Nota: Este livro foi reeditado pela Bertrand com o titulo de "A luz que brilha - A vida do meu filho."


"Pelas lições que me deste, e por todo o amor que partilhámos. Mais vasto que o oceano, maior que o céu. Voa bem, meu querido filho, até nos voltarmos a encontrar."

"Não importa quanto ponho no banco todos os dias, acordo liso todas as manhãs." - Nick Traina

"Mãe...
Conheci um milhão de pessoas
Mas nunca ninguém como tu
Muitos dos meus amigos são especiais
Mas ainda não consigo entender
Como podes ser tão maravilhosa
A melhor mãe do mundo
Sempre me amaste e ajudaste
Mesmo quando eu não tinha razão
Desculpa ter-te magoado
Desculpa ter-te feito chorar.
Farei o meu melhor para que te orgulhes de mim
Prometo que vou tentar.
Todos vêem o infortúnio
E todos sentem a dor.
E se alguém souber que és tu e eu
O sol brilhará através da chuva.
Deste-me tanto
Que as palavras não são suficientes
Para dizer quanto te amo
Estou a tentar e é difícil
Sem ti não existiria
Acreditaste em mim desinteressadamente
Os meus braços estão sempre abertos
Prometo que nunca se fecharão
Tenho mais respeito por ti
Do que por outra mulher viva
E o meu ombro está sempre aqui
Se algum dia precisares de chorar
Tudo acabará em bem
Porque sempre te amarei
Até ao dia em que morrer" - Nick Traina

sexta-feira, 1 de março de 2019

Sonha Grande!

Porque limitas os teus sonhos aos teoricamente possíveis?
Quem te disse que havia limites para sonhar?
Quem te disse que os sonhos tinham de estar à distância de dois passos e não de uma estrada inteira? 

Sabes uma coisa?
Não há sonhos demasiado grandes, nem demasiado impossíveis, nem nada dessas coisas que a sociedade gosta de dizer.
E sabes outra? Não faz mal nenhum ser um sonhador, não faz mal nenhum acreditar em coisas em que os outros não acreditam e em lutar por coisas que os outros consideram ser muito difíceis.
Pára de limitar as tuas opções só porque aparentemente as coisas estão demasiado longe para se tornarem reais.

Provavelmente quando o Bill Gates era pequeno, também lhe diziam para parar de sonhar e se concentrar na realidade e olha onde ele chegou. Olha tudo o que conseguiu criar.
Imagina se ele tivesse parado de sonhar ou se ele tivesse acreditado que o seu sonho era demasiado grande para ser sonhado.
Seria tudo diferente hoje em dia...

Então deixa-te de desculpas, deixa de colocar travões a ti mesmo, solta a imaginação, define o teu plano e vai à luta.
O mundo está cheio de hipóteses à espera de acontecerem.

Hoje é o teu dia. Só tens de te atrever!


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Filomena Falé - Azul bebé

E se o nosso bebé tivesse total entendimento de tudo ainda dentro da nossa barriga?
Se conseguisse ouvir tudo o que se passa na nossa vida e emitir os seus pareceres?
O que diria o nosso filho das nossas escolhas do dia a dia?

Azul bebé é um livro contado por uma bebé que ainda não nasceu, ou seja, é a vida da mãe e das amigas da mãe vista da perspectiva de um feto dentro da barriga.
Os primeiros capítulos são divertidíssimos com os comentários do bebé; depois à medida que começam a entrar as falas dos adultos torna-se mais sério.
É um bom livro, com comédia, romance, drama e contado de uma forma original.
Aprovado e recomendado.


"Pela vivência de um amor imenso, que não conhece tempo nem espaço."

"Ser mulher é isso? É contar tudo às amigas, é pedir conselhos e depois...fazer tudo ao contrário?"

"Esta mulher é orgulhosa para lá do possível. Para o bem e para o mal."

"A minha mãe é uma mulher inteligente, mas quando se trata do António parece que fica com o cérebro paralisado."

"A dor e a tristeza continuaram, mas o fardo dividido custa menos."

"É uma mulher feita de aço, mas muito terna."

"Estou tão deprimida que nem para mim sou boa companhia."

"As saudades são físicas e totais."

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Saudades...

Que saudades são estas que me invadem quando eu menos espero?
Que conseguem escurecer o céu e tirar o brilho do sol?
Que saudades são estas que fazem o meu coração falhar batidas e os meus olhos encherem-se de lágrimas?
Que me apertam o coração e me deixam sem ar?
Que saudades são estas que não me deixam esquecer mesmo quando eu julgo que já esqueci?
Que me fazem ficar presa a um tempo que eu sei que não existe mais?
Que saudades são estas que me fazem sonhar contigo desmentindo-me a mim mesma quando eu digo que já não penso mais em ti?

Como se desliga este botão?
Como se deixa de sentir aquilo que não faz nenhum sentido?
Como desaperto este nó no peito?
Como sigo em frente se o coração insiste sempre em levar-me de volta lá atrás?

Não sei..
Não sei que saudades são estas e nem como as hei de calar..
Não sei como deixar de sentir..

Tenho saudades..
Tenho saudades tuas...


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Eileen Goudge - A ilha da paixão

O que fariam se o vosso filho fosse atropelado e morto por um bêbado e este ao ser julgado fosse inocentado? Até onde seriam capazes de ir?
Deixariam a vossa vida em suspenso em busca da justiça?
Ou seguiriam em frente conformados com o rumo do destino?

Um daqueles livros que não conseguimos parar de ler enquanto não chegamos ao fim. Duas histórias paralelas, uma no presente e outra no passado, mas escritas de uma forma tão exemplar que nunca nos confundimos. Um livro onde não adivinhamos o que vai acontecer a seguir e que tem a capacidade de nos fazer sorrir ou de nos irritar profundamente.
Em duas palavras: Muito Bom.

Fotografia da minha autoria

"És a cola que tudo une."

"A ideia trespassou-a como um tiro no coração."

"Sabia que o mundo estava repleto de cantos escuros e de arestas afiadas"

"Seria capaz de lhe ler na expressão os sentimentos que fazia o possível para ocultar? Poderiam os seus olhos dizer-lhe aquilo que o coração não se atrevia?"

"Línguas soltas afundam navios."

"Soltou um pequeno gemido e deixou-se cair de joelhos devagar, com a sensação de que lhe tinham roubado o ar. Mais valia que ela lhe tivesse enterrado uma faca no coração."

"Dizem que cada panela tem a sua tampa. Desde que sirva, acho que nada mais interessa."

"A tristeza adora companhia."

"Eu não sou velha, só estou a aumentar de anos."

"As pessoas que mais amamos são aquelas que menos queremos magoar."

"Andas com falhados e acabas como eles."

"Quando choramos por alguém que amámos, é como se ele ainda fizesse parte de nós. A única forma de perdermos alguém de verdade é se o esquecermos."

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Eu sei...

Eu sei que está difícil, que sentes um vazio no lugar onde antes batia o teu coração, que parece que essa tristeza nunca vai passar, que as lágrimas teimam em cair mesmo que as tentes limpar a toda a hora...
Eu sei que pensas que nunca conseguirás voltar a sorrir, que parece que o mundo deixou de fazer sentido, que não consegues sentir mais nada além de dor...
Eu sei que perdeste a vontade de sair da cama de manhã, que os raios de sol passaram a ferir-te os olhos, que o que antes te parecia belo agora não faz qualquer sentido...
Eu sei que dói de uma forma que nem sequer achaste que podia doer, que te falta o ar quando pensas em tudo o que aconteceu, que só tens vontade que o mundo exploda e que ninguém te chateie..

Eu sei..

Mas eu também sei que amanhã o sol voltará a nascer, que o mundo não vai parar de girar, que a dor vai diminuir um bocadinho a cada dia (mesmo que agora aches que não).
Eu também sei que as coisas boas vão voltar a acontecer, que aos poucos vais conseguir recuperar o sorriso, que vais descobrir que o teu coração ainda consegue bater, que a tristeza não dura para sempre e que por pior que esteja a vida, ela pode sempre melhorar.
Eu sei que te consegues reerguer mesmo que te tenhas desfeito em pedaços,
Eu sei que o amanhã será um bocadinho mais fácil que o hoje e que um dia destes a dor foi embora e já consegues respirar outra vez.
Eu sei que as coisas boas estão algures na esquina da vida e que só precisas de acreditar, de seguir em frente todos os dias, de enfrentar essa tristeza que agora te consome e de permitires que o tempo faça o seu papel.

Tudo continua a ser possível.
Não deixes de acreditar, porque quando deres por ti, tropeçaste nas maravilhas da vida e estás pronta para sorrir outra vez..


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Bruno de Carvalho - Sem filtro

Deixo antes de tudo um aviso, eu posso não ser a pessoa mais isenta do mundo para falar deste livro.
Porquê? Porque eu sou Sportinguista (muito) e gosto do Bruno de Carvalho. Não gostei de todas as suas atitudes enquanto presidente, não concordei sempre com ele e houve até alturas em que achei que se devia demitir - inclusive ofereci-me no meu facebook pessoal para o acompanhar a umas consultas de psiquiatria (só para entenderem que houve alturas em que eu estava mesmo muito desagradada com ele).
No entanto, gosto dele e acredito que foi o melhor presidente que tivemos nos últimos -muitos - anos e que infelizmente isto ainda será verdade daqui a uns largos anos (o que quer dizer que para mim o atual presidente se devia dedicar à medicina porque de futebol não percebe nada).
Dito isto e já tendo deixado claro que posso não ser isenta, deixo aqui a minha opinião sobre o livro (e provavelmente sairá daqui uma mistura de opinião do livro e critica futebolística) :

- Primeiro o básico, o livro está bem escrito, os acontecimentos estão relatados de forma fluída, tornando muito fácil de ler e acompanhar a "história". Não é massante e para quem gosta do tema é um livro que só se pára de ler quando chegamos ao fim.
Quanto aos acontecimentos em si, a primeira coisa que me apraz dizer é que o Sporting tem ainda mais sanguessugas do que aquelas que eu achava e que aquilo é a verdadeira república das bananas - coisa que quem acompanha o Sporting sempre desconfiou.
Bruno de Carvalho relata-nos um clube onde todos se acham no direito de mandar, de exigir e de fazerem o que querem achando que cabe ao clube obedecer-lhes e não serem eles a obedecerem ao clube. E não estamos apenas a falar de altos dirigentes mas sim de pessoas que nem sequer fazem parte dos quadros do clube mas que se acham no direito de ter benefícios à conta do mesmo.
Um exemplo? Um clube com 700 funcionários ter 5000 telemóveis associados.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Deixa de remoer o passado...

Deixa de remoer o passado, já foi, já deu, já passou.
Chega de sofreres com o que não podes mudar, chega de te atormentares com os "ses" da vida, ou com os caminhos que podias ter seguido mas não seguiste.
Agora estás aqui e é a partir daqui que tens que viver, liberta-te do que já foi.

Não adianta nada ficares parada a olhar para trás, não podes mudar nada do que aconteceu, não podes voltar atrás e escolher outro caminho mas podes agora, no presente, no sitio onde estás, determinar o caminho que queres seguir.
Se não estás felizes muda de rota.

Sim, todos mudaríamos alguma coisa se pudéssemos voltar atrás mas a verdade é que não podemos e viver preso aos "ses" da vida não te vai ajudar a chegar ao sitio onde queres estar, não é a pensares no que podia ter sido diferente que vais conseguir traçar o caminho que queres seguir.
Foram as tuas escolhas no passado que te transformaram na pessoa que és hoje e portanto elas tiveram um sentido de ser, na altura em que as fizeste tu eras aquela pessoa, se hoje elas não fazem mais sentido é porque tu mudaste, porque elas te ensinaram alguma coisa, porque ao longo do caminho tiveste tempo para aprender e amadurecer.

Então não é para o passado que tens que olhar, não é nas escolhas que fizeste que tens que pensar. Tens que olhar para a pessoa que és hoje e para aquilo que queres hoje e a partir dai determinares o caminho que queres seguir.
Não é possível mudar o passado mas o futuro começa hoje e podes construí-lo da forma que quiseres, então liberta-te dos ses, calça os sapatos, traça o destino e faz-te ao caminho.
O teu futuro só depende de ti.


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Carlos Porfirio - Caídos da mesma Árvore

E se de repente a vida te trocasse as voltas?
Se um simples encontro de amigos se transformasse numa questão de vida ou morte?
Até onde irias para salvar a tua vida?
Seriam os teus valores afetados por essa escolha?

Este livro começa num ritmo que não me agradou muito, parecia-me uma história banal sem acontecimentos que me conseguissem prender ao livro e as personagens também não me pareciam assim tão interessantes.
No entanto, mais ou menos no meio do livro, quando menos esperamos, já estamos completamente presos ao mesmo, a querer saber o que vem a seguir e o mais ridículo de tudo (tendo em conta o meu senso de justiça) o livro prende-nos de uma maneira que às tantas já eu torcia para que os criminosos da história se conseguissem safar e tivessem um final feliz.
É daqueles livros que ao início não damos grande coisa por eles mas que vai melhorando sem darmos por isso e que depois nos prende completamente.
Gostei muito.



"A música e a dança têm algo de mágico, são dos poucos escapes que o ser humano tem quando busca a harmonia."

"Lia para matar o tempo antes que o tempo o matasse a ele."

"Com o Ivo sentia-me como se tivesse o mundo aos meus pés."

"Ele sabia tudo ou quase tudo da música que teria de compor e tocar para arrebatar um coração."

"Ele não prestava, [...] não tinha cabeça nem coração, [...] tinha apenas um neurónio ligado ao mastro."

"Percebi que para ele, eu era apenas epiderme, material de prazer."

"Percebi que com ele andaria sempre na montanha russa, ora alegre e muito bem disposta, ora triste e desassossegada."

"A margem entre a devoção e a loucura cruel daqueles que vivem desesperadamente apaixonados, é demasiado pequena."

"A morte é a certeza mais absoluta que existe... dela sim, não podemos fugir."

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Às vezes é preciso agradecer...

Reclamamos que não temos a casa dos nossos sonhos ou o carro que imaginámos,
Que o euromilhões não chega ou que o nosso emprego é uma tortura,
Reclamamos que está muito calor ou muito frio, que chove sem parar ou que os campos estão secos,
Que não achamos roupa que gostamos, que estamos gordos, magros ou assim assim.
Reclamamos que não temos tempo para os amigos, para dormir, para fazer desporto.

Reclamamos tanto que nos esquecemos de agradecer.

Já agradeceste hoje?
Estamos vivos.
Já paraste para respirar fundo, ignorar tudo o que não tens e pensar no tanto que és afortunado?
Temos saúde.
Já agradeceste o pequeno almoço, o almoço e o jantar? Ou são coisas que dás por garantidas?
Temos um tecto e comida na mesa.
Já olhaste para as manchetes do jornal e agradeceste por não ser sobre ti ou os teus?
Temos os nossos vivos, bem, saudáveis.
Já paraste para ver que no fundo tens tudo o que importa?
E que o resto conquista-se. Todos os dias.

Acredita mais, agradece mais, reclama menos.

Obrigada Senhor, por mais um dia.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Jodi Picoult - Dezanove minutos

E se todos os dias alguém nos destruísse mais um bocadinho?
Se todos os dias perdêssemos a nossa identidade?
Se deixássemos de saber quem somos?
Se achássemos que não somos nada?
É justo que nos façam sentir assim? É justo que nos humilhem, nos torturem, nos magoem, só porque é aparentemente divertido?
É justo acordar todos os dias sem esperança só porque alguém se lembrou que somos um alvo fácil?
E se um dia acordássemos e decidíssemos acabar com todos aqueles que de alguma forma já acabaram connosco? Se achássemos que era justo ser tão cruel com os outros como foram connosco? Podemos realmente ser condenados por isso? Somos realmente um monstro ou os monstros são eles que durante anos nos foram destruindo?

Dezanove minutos conta-nos a história de um jovem que entrou na sua escola e matou a tiro 10 pessoas ferindo mais dezanove, conta-nos o choque e o drama desse episódio mas conta-nos também o modo como tudo começou, como um jovem foi perseguido e torturado durante anos, como se viu reduzido a nada...
Este livro faz-nos pensar no outro lado da violência, dizemos sempre que "nada justificava esta atitude" mas e se tivéssemos passado anos a ser humilhados, como é que nos sentíamos?

Este livro é um alerta, porque muitas vezes não vemos o que está mesmo à frente dos nossos olhos, não nos preocupamos com o outro lado da história, com os sentimentos que estão por detrás das ações, nada justifica um massacre mas também nada justifica que cada vez mais crianças sejam vítimas de violência psicológica num ambiente que deveria ser seguro, com pessoas que deviam ser suas amigas.
Cabe a cada um de nós evitar que isto aconteça, educando os nossos filhos, ensinando-lhes a ser pessoas compassivas, honestas e principalmente ensinando-lhes que as palavras magoam, que as nossas atitudes tem consequências e que não temos de ser amigos de toda a gente mas temos de respeitar toda a gente.

Jodi Picoult é sem dúvida uma das melhores escritoras que já li.



"Se não mudarmos a nossa direcção, acabaremos por chegar aonde vamos." - Provérbio chinês

"Quando estava com ele, sentia que se evaporava."

"Há duas maneiras de ser feliz: melhorar a nossa realidade, ou baixar as nossas expectativas."

"Olha, posso não ser a pessoa que neste momento desejas, mas só me tens a mim."

"Coração de manteiga", tinha-lhe chamado. Bem. Ele deveria saber. Foi ele o primeiro a cortá-lo em pedaços."

"Pessoas diferentes tem diferentes tolerâncias à dor."

"Mostrou-lhe um sorriso, daqueles que podem fazer um coração começar a partir-se."

"Se passarmos a vida concentrados naquilo que os outros pensam de nós, será que nos esquecemos de quem realmente somos?"

"Uma arma não era realmente nada sem uma pessoa por trás dela."

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Educar não é fácil...

As crianças não nascem ensinadas - por muito que gostasses que isso acontecesse.
É normal falharem, caírem, chorarem, fazerem birras, testarem limites.
É normal acordarem as 7 da manhã mesmo que queiras dormir até ao meio dia,
É normal que queiram que brinques com elas mesmo quando tens mil coisas do trabalho para resolver.
É normal esperarem que sejas a super mulher ou o super homem. És o herói deles e por muito que por vezes seja difícil tens que corresponder a esse papel.
Não podes esperar que uma criança fique quieta em frente à televisão enquanto descansas, aliás, deixa-me que te diga que se depois de um dia inteiro longe de ti o teu filho te deixar descansar quieto enquanto fica em frente à televisão é porque se passa algo de muito errado com a vossa relação.
As crianças precisam de brincar, de testar limites, de ouvir não e sim nos momentos adequados para que aprendam a lidar com a frustração e com a satisfação.
As crianças não precisam de telemóveis, nem de tablet's, computadores ou coisas parecidas, as crianças precisam de ti.
Precisam que tu lhes contes uma história para dormir em vez de lhes enfiares um dvd de bonecos para adormecerem, precisam que tu te sentes com elas no chão a fazer um puzzle em vez de lhes dares um tablet para a mão enquanto tu falas no whatsapp com os teus amigos.
As crianças precisam que tu lhes ralhes quando fazem disparates mas não que tu lhes grites de 5 em 5 minutos só porque estão a ser crianças.
As crianças precisam de comer sopa mesmo que dê muito trabalho fazer uma nova a cada 3 dias, precisam de comer legumes mesmo que não gostem de brócolos, precisam de comer fruta mesmo que prefiram gelados e precisam de beber água em vez de quinhentos quilos de açúcar num refrigerante, mesmo que isso implique que tenhas que beber água também.

Ser mãe/ pai não é pêra doce e nunca serás perfeita(o) por mais que tentes, mas tens que perceber que as crianças aprendem pelo exemplo.
És tu que as ensinas, és tu o responsável por fazeres delas o adulto que gostarias que fossem, não podes esperar que o teu filho corra para te contar o dia se sempre que o tenta fazer, tu o mandas ver televisão porque tens de trabalhar, ou que te peça ajuda para resolver um problema se nem tens tempo para o ajudar a montar as peças de um puzzle.
Não podes esperar que seja saudável se deixas que o cansaço te vença na hora de lhes fazer refeições saudáveis e não podes esperar que te respeite se cada vez que lhe queres ensinar que algo está errado o fazes aos berros.
Medo não é respeito.

Já te disse que lhe deves ralhar quando fizer disparates e dizer que não sempre que for necessário mas não precisas de o fazer aos berros. Puxa-o para ti, abraça-o e conversa com ele, explica-lhe porque aquilo é errado e quais as consequências daquela ação. As crianças são crianças mas não são burras e aprendem mais rapidamente se lhes explicares uma coisa por a + b do que se lhes gritares que só fazem disparates e que estás cansada disso tudo...

Então:
Grita menos,
Abraça mais.
Critica menos,
Entende mais.
Exige menos.
Dá mais.

As crianças dão trabalho mas não há nada melhor no mundo.


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Daniel Sampaio - Lições do abismo

E se chegasses a um ponto em que o cansaço é tanto que parece que já nada faz sentido?
Se já nem soubesses quem és e para onde deves ir?
Se achasses que te tornaste um fardo e que ninguém te percebe ou te ama o suficiente?

As relações entre pais e filhos podem ser complicadas - umas vezes mais outras menos - mas todos os filhos em algum momento da sua vida vão sentir que os pais não os compreendem e que são eles contra o mundo.
Neste livro Daniel Sampaio, conta-nos a história de dois jovens que acreditam que os pais não entendem os seus problemas, as suas emoções, os seus sentimentos e que fogem de casa achando que isso resolverá tudo.
Daniel Sampaio explora essas emoções e vai-nos dando conta, não só do que os jovens "incompreendidos" sentem, mas também o que sentem as mães destes dois jovens mostrando-nos um lado que muitas vezes nos esquecemos que existe, o dos pais.
Daniel Sampaio é um psicoterapeuta mais do que habituado aos dramas da alma humana e neste livro ele tem a capacidade de nos fazer entrar nesses dramas, de nos mostrar mais do que um lado da mesma história e de nos fazer ver as coisas de vários pontos de vista.
O livro tem alguns termos técnicos que exigem alguma concentração na leitura mas é sem dúvida um grande livro.


"Estou morto de mais para poder morrer, acreditei ter força suficiente para não me asfixiar, apenas pude suspirar quando quis soltar um grito."

"O tempo passa depressa, o dia esvai-se dentro de mim, os primeiros traços de escuridão de há uns meses ocupam cada vez mais espaço. Na mais profunda solidão espero ser livre, desesperado e abandonado choro, não tenho forças para lutar por muito mais tempo."

"Tenho de tornar claro que não desejo ser preocupação para ninguém, não quero que sofram por minha causa, gostaria apenas de um pouco de calma neste corpo tão cansado."

"Agradeço aos meus pais terem sabido tomar conta do meu corpo. A culpa de o detestar não é da sua responsabilidade. Tudo surgiu de repente."

"Apesar da minha raiva continuo a ser ninguém. Caminho por entre sonhos e procuro a serenidade, busco a ilusão de que este momento vai passar e vou surgir de novo, no espelho, sem vergonha de mim."

"Como uma criança nascida na chuva, condeno-me a ficar para sempre gelado por dentro."

"Oiço-me mas não me escuto."

"Quem sabe a minha queda não me deu forças para continuar, quem sabe se estive no paraíso da solidão ou no limbo que precede a felicidade."

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Quem sabe?

Olho para a tua foto e não sei o que sinto...
Não sei se tenho saudades tuas ou de quem eu era naquele tempo.
Não sei se tenho saudades do teu abraço ou de simplesmente querer um abraço...
Perdi-me no dia em que te perdi, e no meio da luta para me voltar a encontrar deixei fugir a minha essência.
Já não acredito em príncipes encantados, não vejo amores em cada esquina, não sonho com beijos apaixonados, não desejo finais felizes...
Deixei de acreditar que o amor pode tudo, que quando se ama vale sempre a pena.
Deixei de ter esperança de voltar a subir ao topo do mundo e de acreditar que existe uma outra alma gémea que anda à minha procura.

Deixei de saber sonhar e passei a viver apenas a realidade.

Não haverá outro abraço como o teu, não existirão mais borboletas no meu estômago, não tremo quando mais ninguém me toca e os meus olhos deixaram de vislumbrar silhuetas ao longe.
Perdi-me e nunca mais consegui voltar a encontrar-me.
Perdi-me de tal forma que às vezes nem eu me reconheço.
Onde está a miúda que achava que o amor mudava o mundo? Onde está a miúda que insistia que o amor resolvia tudo? Onde está a miúda que mesmo no meio de lágrimas acreditava que o amor acabaria por vencer?
Não sei..
Perdeu-se, algures nesta nossa estrada, cheia de rectas e curvas, subidas e descidas.
Numa estrada onde o final feliz nunca chegará para os dois ao mesmo tempo. Talvez porque nos conhecemos no tempo errado, quando eu já sabia amar e tu ainda nem sabias o que era o amor...

Passaram-se tantos anos...
Tu continuas o mesmo, já eu, nunca voltarei a ser a mesma.
E por isso não faço ideia do que tenho saudades, se de ti, se de nós ou se apenas da miúda que eu era antes de ter deixado de acreditar no amor...

Não sei... Talvez um dia destes a vida me surpreenda e tudo mude outra vez!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Sofia Fraga - A tartaruga Celeste e o menino que chorava música

A fnac colocou-o na literatura dos 4 aos 6 anos, a wook recomenda-o para um publico entre os 6 e os 10 anos, já eu sou mais abrangente e colocaria este livro entre os 4 e os 12 anos e o motivo é simples, "A tartaruga Celeste e o menino que chorava música" é um livro maravilhoso e com uma mensagem fantástica.
 A mensagem da história não é facilmente atingida por uma criança de 4/6 anos mas é um livro maravilhoso para ser lido por um adulto durante a hora da leitura ao mesmo tempo que lhes vamos desafiando a imaginação e fazendo perguntas sobre o que estão a ouvir. Explicar de uma forma simples e bonita a uma criança de 4/6 anos que as diferenças existem e que está tudo bem em ser diferente é dar-lhes ferramentas para serem mais felizes no seu dia a dia e para saberem ser mais tolerantes com as diferenças alheias.
Já uma criança de 12 anos poderia hoje em dia (já que eles crescem e se desenvolvem à velocidade da luz) ser considerada demasiado velha para uma história "infantil", mas esta história não é só mais uma história infantil, esta história faz-nos sorrir, faz-nos pensar "caramba é isto, vou ser uma tartaruga Celeste" e ler isto aos 12 anos - quando queremos tanto agradar aos outros, quando por vezes nos esquecemos que ter a nossa própria identidade é maravilhoso, quando achamos que só seremos bons se todos gostarem de nós e quiserem brincar connosco - pode ser muito libertador.
Às vezes tudo o que uma criança precisa de ouvir é que está tudo bem em ser diferente, é que está tudo certo em querer trilhar o seu próprio caminho, é que é maravilhoso usarmos o nosso próprio cérebro e não irmos atrás das ideias dos outros.
Se o escolherem dar a crianças de 12 anos sugiro que colem um post it na capa com a mensagem "que sejas sempre uma tartaruga Celeste e nunca percas a coragem de ser diferente" desta forma a vossa criança vai perceber que o livro é um tremendo incentivo a ele mesmo e não que o acham um menino pequenino.

E para terem noção de como gosto tanto deste livro eu teria adorado saber como a Celeste viveu a sua vida ou como o Pedro aplicou a lição que aprendeu.

 Por fim, se a vida te der limões fazes uma limonada ou choras pela tua falta de sorte? A tartaruga Celeste não tem dúvidas sobre o que faria :)



"As estrelas são na verdade pequenos anjos da guarda e cada ser vivo tem direito ao seu. Quando a noite cai e olhamos para cima com atenção, a nossa estrela pisca ao de leve para nos dar a entender que continua a zelar por nós."

"Não é a carapaça que define a tua vida, és tu que defines a carapaça com que queres viver."

"Às vezes só temos de aprender a olhar para as coisas de uma perspectiva diferente."

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Não estás sozinha!

Quando é que deixaste de acreditar em ti?
Quando é que deixaste de ver o brilho que irradias?
Quanto é que tomaste por verdades absolutas o que os outros dizem ou pensam?
Quando é que o peso que sentes no peito te roubou o sorriso que trazias sempre no rosto?

Diz-me, o que te aconteceu que mudou tudo?
Em que altura o mundo te roubou a felicidade que te era tão característica?
Quando é que as lágrimas começaram a molhar a tua almofada?
Em que momento passaste a esconder a tristeza que te invadia?

Conta-me, qual foi o dia em que a desilusão invadiu a tua vida e te fez ter vontade de desistir?
Em que dia começaste a achar que não valia a pena continuar?
Porque é que não gritaste ao mundo toda essa tristeza e frustração e a deixaste crescer silenciosa dentro de ti?

Em que momento te perdeste e em que momento perdeste a vontade de te reencontrar?

Diz-me, dou-te o meu ombro, o meu colo e os meus dois braços para um abraço apertado onde podes chorar e contar-me tudo o que te consome a alma.
Diz-me como podes não ver o potencial que tens, o brilho que transmites e que quando sorris aqueces o coração de todos os que te rodeiam.
Anda dai, senta-te comigo e conta-me que tristeza é essa que tomou conta dos teus dias.
Não sei se terei palavras que te consolem mas prometo que tenho um abraço apertado à tua espera e um amor imenso para te dar.

Não estás sozinha, nunca estarás sozinha.


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Maria J. C. Gomes - Descomprometidos

E se não acreditasses no amor?
Se achasses que eras imune ao romantismo e que essas coisas de coração a bater mais rápido e borboletas na barriga não passavam de mitos?
Se achasses que serias uma eterna descomprometida?
E se um dia a vida te trocasse as voltas e todas as tuas certezas virassem dúvidas?

Quando comecei a ler assustei-me com o prólogo, o tipo de linguagem e a forma machista do personagem ali retratado não me agradaram e pensei que não seria o meu tipo de livro.
Mas continuei a ler e fiquei inicialmente sem saber de onde tinha vindo aquele prólogo, porque tanto os personagens como o tipo de escrita eram completamente diferentes - no entanto no meio do livro o prólogo acaba por fazer todo o sentido.
A escrita do livro é em si muito simples - talvez por ser o primeiro livro da autora, no entanto não é aquela escrita simples que irrita, é antes aquela escrita que nos faz ler o livro num ritmo alucinante (demorei 2h para o terminar), sem complicações e que torna o livro de fácil entendimento.
O livro é um romance erótico mas eu bateria mais na tecla do romance do que no erótico, porque é um erotismo que faz todo o sentido na forma como é colocado, não é forçado e não nos faz suspirar a pensar que aquilo não necessitava de estar ali. Soltei gargalhadas no meio do livro com algumas tiradas dos personagens, dei uns sorrisos e houve ali uma altura de mistério que me deixou presa. Na minha opinião teria desenvolvido mais esta parte porque achei que daria para explorar mais esta personagem.
O livro é todo falado na "primeira pessoa", os personagens falam por si e não existe narrador.
Inicialmente o livro é bastante descritivo na parte dos personagens, isso acaba por nos fazer ter uma imagem totalmente criada dos personagens. Eu era capaz de escolher os atores para este livro sem pensar duas vezes de tanto que visualizei os personagens.
Resumindo, é um livro simples, fácil de ler e que acho que vale a pena.
O livro só está disponível em ebook e não em versão física - o que acho uma pena. Quem o quiser adquirir pode fazê-lo por exemplo no google play.


"Admito que me dá gozo saber que consigo fazer com que um homem que acha que é Deus na terra caia de beicinho por mim"

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Acredita!

Pára...
Pára de dizer que não és capaz,
Pára de dizer que não vais conseguir,
Pára de dizer que o mundo conspira contra ti..

A única culpada da situação onde estás hoje és tu, por isso pára de utilizar o mundo como desculpa para os teus falhanços..
 Talvez te tenham acontecido coisas más no passado com as quais não soubeste lidar, coisas de que não tiveste culpa.
Talvez tenhas tido uma mãe que não sabia demonstrar amor ou um tio que abusou de ti e claro que nada disto é culpa tua, mas e por muito que te custe acreditar; isto já passou, não podes voltar atrás para mudar a história e por isso está na altura de perdoares.

Sim, perdoares! Quando perdoas não estás a desculpabilizar a situação, estás sim a livrar-te do peso que carregas, tens que perceber que a culpa não foi tua e que enquanto carregares a raiva e a amargura que isso te causa, vais continuar a dar poder aos agressores, vão continuar a ser eles a comandar a tua vida.

Está na altura de respirares fundo e deixares ir todo o sofrimento que isso te causou, na altura não podias fazer nada mas agora podes, na altura magoarem-te e não foi culpa tua, mas é culpa tua deixares que essas memórias continuem a comandar a tua vida.

És tu e só tu que pode mudar isso, então porque não mudas?
Porque continuas a dizer que não consegues vencer na vida?
Porque continuas a acreditar que mereces menos do que na realidade mereces?
Porque continuas a deixar que o medo domine a tua vida e te impeça de realizar os teus sonhos?

Toda a gente cai, toda a gente falha.
Até a pessoa mais bem sucedida do mundo já falhou, já errou, já caiu.
A diferença entre tu e ela, é que ela seguiu em frente, aprendeu com a falha e tentou de novo, as vezes que foram precisas até vencer.
Então porque continuas tu sentada no chão a dizer que não és capaz e que o mundo é injusto contigo? Porque não deixas de te queixar e vais à luta?

Tu podes, tu consegues basta quereres, basta acreditares, basta agires.
Olha para o espelho e começa a despir as camadas de dor que te foram consumindo durante estes anos, deixa-as ir, uma de cada vez.
Olha para ti e vê que apesar de tudo sobreviveste e que só estás no chão porque te recusas a levantar e a lutar pela vida.

Hoje é o dia de acreditares!
Faz a lista de todos os teus sonhos, por mais irreais que eles possam parecer. Talvez não os consigas realizar hoje, amanhã, no próximo ano mas o segredo é acreditar, é ir à luta, é dar "a cara a tapa" à vida e mostrar que aconteça o que acontecer quem comanda a tua vida és tu e ninguém tem o poder de te fazer desistir.
As pessoas só te podem influenciar se tu deixares, talvez uma ou outra te vá magoar sem que nada o fizesse prever, mas é a forma como lidas com isso que determinará o que vem a seguir.
Todos os falhanços ajudam a tornar o sucesso ainda mais saboroso.

Então reúne os pedaços de ti, que deixaste espalhados por ai ao longo dos anos, respira fundo, perdoa o que houver a perdoar, ama-te acima de tudo e de qualquer coisa e vai à luta.
Tu consegues, só precisas de acreditar!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Bernardine Kennedy - Vidas Estilhaçadas

E se um dia descobrisses que a tua vida é uma mentira e fosses "obrigada" a enfrentar os problemas do passado?
Se de um dia para o outro tudo aquilo em que acreditas deixasse de estar lá?
Se a vida que julgavas perfeita afinal escondesse uma verdade oculta?

Hannah e Julie são duas crianças de 4 e 2 anos respectivamente que de repente ficam órfãs e são entregues aos cuidados de uma tia maléfica. Cada uma acaba por seguir a sua vida e afastam-se uma da outra. Um dia Hannah encontra Julie e descobre que a irmã não superou os traumas do passado, Hannah tenta ajudar a irmã mas acaba por descobrir que a sua própria vida é uma mentira e que talvez também ela precise de ajuda.

Este é daqueles livros que simplesmente não queremos parar de ler, queremos sempre saber o que vem a seguir e como as coisas se vão resolver. E quando chega o fim ficamos com aquela sensação de "já acabou?", porque continuaríamos a ler por muitas e muitas páginas.
Por mim o fim podia ser um bocadinho mais trabalhado mas nada que tire interesse ao livro.
Recomendo.


terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Eu sei...

Eu sei que fui eu que te pedi que partisses, que fosses sem olhar para trás e que nunca voltasses...
Eu sei que fui eu que fechei a porta, que gritei que não queria mais, que disse estar farta de mentiras e de promessas vazias,
Eu sei que fui eu que jurei não perdoar mais nenhuma desilusão, e que manteria o meu coração intacto e longe de ti...
Eu sei que fui eu que me cansei dos teus jogos sórdidos e das tuas manipulações constantes...

E eu sei que estou melhor sem ti, longe de um amor que a vida já me provou que nunca daria certo, que em jeito de matemática se revelou uma equação impossível e um número longe de ser perfeito. Eu sei que a mudança não existe e que seria sempre mais do mesmo...

Mas hoje eu sei que tenho saudades, que a dor no peito me consome, que a vontade de ceder e voltar atrás é maior do que a lucidez e a razão.
Eu sei que só me apetece mandar uma mensagem, mandar a lógica para o espaço e cometer de novo o mesmo erro, aquele erro repetido vezes infinitas e que eu sei que acaba sempre da mesma forma...
Eu sei que o meu sorriso é mais bonito quando tu sorris comigo, que o meu coração bate mais depressa quando me apertas nos teus braços, que os meus olhos brilham mais quando olho para ti... Eu sei que por mais que eu tente calar tudo o que sinto, há sempre dias em que não consigo...
E eu sei que te queria por perto mais uma vez e que me perderia nos teus braços sem pensar duas vezes...

Mas eu sei que não vou fazer nada, que não vou abrir a porta, não vou mandar mensagem, não vou gritar para que voltes na esperança de que oiças.
Eu sei que vou ficar quieta no meu canto, esperando a saudade passar, a máscara voltar e a solidão ir embora..
Eu sei que o amor não chega, que por mais que amemos às vezes o melhor é fingir que não amamos e que por vezes apenas podemos seguir em frente, mesmo quando a vontade é correr de volta ao passado e por lá morar infinitamente...

Eu sei, sei tudo, eu sei sempre tudo...
E hoje sei que tudo o que eu sei, é que tenho saudades tuas!


segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Halfdan W. Freihow - Querido Gabriel - carta de um pai

Passamos meses a imaginar o filho que cresce dentro da barriga, a fazer planos e projectos.
A imaginar como será ele, onde o havemos de levar e todas as coisas que um dia faremos com ele. Mas, e quando a vida nos troca as voltas?

O livro é a carta de um pai para o seu filho autista. É um relato de amor mas que mostra claramente como por vezes os dias com estas crianças são tão difíceis e como é tão difícil conviver com este diagnóstico.
É muito difícil ver todos os projectos que sonhámos para um filho terem de ser radicalmente alterados e adaptados à realidade da criança. É realmente preciso muito amor para superar dia após dia.

Eu confesso que houve páginas que me deixaram cansada e sem "paciência", como se aquela situação se estivesse a desenrolar à minha frente, como se eu estivesse ali a viver aquela situação e a vivenciar os dramas daquele pai, os ataques daquele filho...
É sem dúvida um bom livro, escrito com amor e por amor.


"Achar e saber são duas coisas diferentes."

"As pessoas que mais fazem, dizendo todavia que estão apenas a cumprir o seu dever, que não há necessidade, que é um prazer e que não desistiremos - essas pessoas nunca recebem medalhas."

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Acredita em ti...

Que medo é esse que te invade, que te paralisa, que te impede de seguir em frente?
O que é isso que de repente te travou os sonhos, te fez perder as metas de vista e pregar os pés ao chão?
Não é porque o ontem deu errado que o amanhã também vai dar, não é porque falhaste algumas vezes que vais falhar todas, não é porque te perdeste no caminho que não vais achar a estrada certa. Ninguém acerta à primeira, ninguém acorda a saber todo o percurso que tem que fazer, ninguém sabia que aquele era o caminho certo até se ter atrevido a caminhá-lo.

Está bem, algumas pessoas acertaram mais rápido do que tu, algumas pessoas já realizaram 50 metas e tu ainda não chegaste ao fim da primeira.
 Está bem que não estás onde sonhaste estar quando tinhas 10 anos de idade e te perguntavam o que ias fazer quando fosses crescido mas, e depois? Vais desistir só porque a vida te trocou as voltas e te colocou outros caminhos pela frente?
Talvez não estejas onde sonhaste mas já viste o que aprendeste com os caminhos que percorreste? Já reparaste que a pessoa que és hoje foi moldada por esses caminhos? Já olhaste para o que conquistaste mesmo sem te teres dado conta?

Sim está bem, ainda não tens casa própria, não achaste a tua princesa encantada, não tens 5 filhos e nem sequer um emprego digno para chamar de teu.
Sim, está bem, chegas ao fim do mês com a conta no vermelho, moras com os teus pais quando todos os teus amigos já moram sozinhos e nem sequer vês uma luz de independência à tua frente, mas e o resto?
O bem que fazes todos os dias, as ideias que te arriscas a ter, os caminhos que percorres mesmo que ninguém veja? Só porque ainda não vês a luz ao fundo do túnel não quer dizer que ela não está lá, só porque a tua vida não é o que achaste que seria não quer dizer que não seja feita de pequenas conquistas, só porque ainda não atingiste as tuas metas não quer dizer que não as vais conseguir atingir.
Vá lá, manda o medo pela janela, tira os pés do chão e volta a caminhar. Recupera a tua fé, acredita no teu valor e continua a tua luta, talvez a vitória esteja já ali ao virar da esquina, desta, da próxima, da outra, quem sabe?
Acredita em ti, nos teus sonhos e na fé que te move.
Pode ser difícil atingir os objectivos a caminhar mas é impossível atingi-los parado.
Então faz-te ao caminho, deixa o medo de lado, agarra nos teus sonhos e vai ... vai dar tudo certo.


quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Augusto Cury - A saga de um pensador

Quantos de nós somos realmente livres?
Quantos de nós fazemos realmente aquilo que sentimos vontade de fazer sem nos preocuparmos com os julgamentos alheios?
Quantos de nós vivemos em vez de apenas existir?
Será que somos normais? Será que existe alguém normal?

Este livro é um dos meus livros favoritos de sempre, cada folha é uma lição de vida.
É daqueles livros que devia ser lido por todos os psiquiatras, psicólogos, médicos, enfermeiros, etc...
Um relato diferente sobre as doenças mentais, sobre a forma como o mundo vê estes doentes e sobre qual é realmente o melhor tratamento para eles.
Um livro que mistura psiquiatria, psicologia, filosofia e poesia mas que acima de tudo nos dá grandes lições de vida.
Se não se gostar de filosofia ou psicologia a leitura do livro talvez não seja agradável, mas todas as pessoas que estejam dispostas a conhecer um pouco mais deste mundo vão ficar surpreendidas com a forma errada como encaramos o mundo e como vivemos as nossas próprias vidas.
Vale mesmo a pena ler.


"A maior aventura de um ser humano é viajar,
E a maior viagem que alguém pode empreender
É para dentro de si mesmo.
E o modo mais emocionante de a realizar é lendo um livro,
Pois um livro revela que a vida é o maior de todos os livros,
Mas é pouco útil para quem não souber ler nas entrelinhas
E descobrir o que as palavras não disseram:
No fundo, o leitor é o autor da sua história."

"Eles ensinaram-me a ver com os olhos do coração, a perscrutar um mundo deslumbrante que se esconde nos vales das perdas e nos penhascos das dores emocionais. Eles são perdas vivas no teatro da existência."

"Mutilados pela vida."

"Quem somos? O que somos, em que nos tornamos diante do caos da morte? Qual o sentido da existência humana?"

"A vida é tão vasta e tão efémera, tão complexa e tão frágil."

"As grandes ideias surgem da observação dos pequenos pormenores."

"Um homem sem história é um livro sem letras."

"A dor e o riso, a loucura e a sanidade estão muito próximas."

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Um desafio dos 10 anos diferente...

Quem tem instagram sabe que anda ai um desafio de partilhar uma foto de há 10 anos e partilhar uma atual, o objetivo é perceber o quanto mudámos em 10 anos.
Eu decidi pegar na ideia e fazer as coisas um bocadinho diferentes, serei eu a mesma pessoa de há 10 anos atrás?
Decidi pegar num texto escrito no tempo do hi5 e ver o que mudaria se o fosse escrever hoje em dia. O resultado foi este (o que está a preto era o texto do hi5 e a azul a pessoa que sou hoje).


Sou complicada, tão complicada que às vezes nem eu me entendo... (Continuo complicada mas já me entendo muito melhor e acima de tudo respeito muito mais a minha complicação.)
Tenho tendência para exagerar e ver problemas onde eles não existem, faço “filmes” enormes só com duas frases de guião, (já não exagero nada e agora relativizo quase tudo. Continuo a ser capaz de criar filmes só com duas frases mas passei a ser muito boa a perceber quando o meu cérebro me quer sabotar com esses dramas, não lhe dou essas oportunidades hoje em dia.)
não consigo esquecer algo que eu não entenda e preciso de tentar todas as alternativas antes de desistir de algo que queira (lá está passei a relativizar e a perceber que às vezes nem as próprias pessoas se entendem quanto mais eu entendê-las a elas. Também aprendi que nem tudo o que queremos é o melhor para nós e passei a deixá-las ir em vez de me massacrar com alternativas). Lasanhas tiram-me do serio, adorooooooo, sou uma espécie de Garfield em versão humana (comer lasanha, dormir, ver televisão e fazer asneiras..). (Deixei de comer carne e derivados e por isso a lasanha praticamente desapareceu da minha vida. Às vezes como uma vegetariana mas decididamente já não sou um Garfiel. Durmo muito menos, quase não vejo televisão e já não faço asneiras).
Os meus amigos são parte indispensável da minha vida, adoro passar tardes inteiras a rir com eles, mas por vezes preciso dos meus momentos sozinha, de estar no meu canto e por as ideias em ordem, de ir ate á praia e olhar o mar... (Aqui continua tudo igual)
A vida ensinou-me que por vezes as pessoas vão embora sem terem tempo de dizer adeus, com isso aprendi a valorizar ainda mais aqueles que amo e a nunca me esquecer de lhes dizer o quanto eles são importantes para mim, não sei o que pode acontecer amanha e se um dia a vida me trocar as voltas eu quero ter a certeza que eles sabiam a importância que tinham na minha vida. (Continuo a tentar mostrar às minhas pessoas o quanto elas são importantes, mas confesso que a correria do dia a dia às vezes leva a melhor).
Eu sei que não importa as vezes que eu caia porque eu vou sempre arranjar uma forma de me levantar e superar. O fundo do poço existe mas eu nunca fico lá muito tempo, o meu sorriso é a minha maior característica, no entanto sou como toda a gente e às vezes esqueço-me de sorrir, mas como já disse nunca por muito tempo. (Continuo a saber que sou capaz de tudo e mais um pouco mas aprendi a criar menos expectativas em relação aos outros e isso faz com que caia muito menos, o fato de me perceber muito melhor também ajuda a não ter dúvidas sobre mim ou a não sobrevalorizar problemas o que faz com que o meu sorriso seja muito mais constante hoje do que há 10 anos)
Sou demasiado sincera e por vezes demasiado frontal, não gosto de cobardes, dou-me mal com fracos e tenho alergia a mentirosos, portanto no meu mundo não há lugar para eles, tudo o que eu faço eu assumo, por isso cobardes que não assumem os próprios actos é algo que realmente me irrita. (Isto provavelmente foi uma indireta para alguém mas continuo sem grande paciência para mentirosos e cobardes, só que hoje em dia em vez de perder tempo a escrever indiretas para eles, afasto-me e cada um segue a sua vida).
Como eu já disse os meus amigos são parte de mim e eu estou sempre pronta para limpar as lágrimas deles, mesmo que as minhas estejam a cair. (Continuo igual mas choro muito menos do que há 10 anos, sem dúvidas.)
Sou mais orgulhosa e mais teimosa que uma mula, dar o braço a torcer e pedir desculpa são sacrifícios enormes para mim, mas se errar admito e se tiver de pedir desculpa peço. (Continuo muito teimosa e com a mania que sei tudo, mas como erro menos quase não preciso de pedir desculpas a ninguém. Ahahah)
A frase do meu signo é "eu quero" e eu sou exactamente assim. (Já não sou exactamente assim porque aprendi que nem tudo o que quero é bom para mim. Às vezes o universo sabe simplesmente mais do que nós.) 
O meu clube é tudo para mim, é simplesmente o melhor e eu tenho muitoooo orgulho nele, Sporting sempre… (Continua tudo igual, apesar dos apesares serei sempre verde com muito orgulho).
No fundo eu sou apenas a "menina crescida" que não tem medo de viver, de sonhar e de tentar, mesmo que isso implique cair e falhar, ensinaram-me que mais vale tentar e falhar do que olhar para trás e pensar "e se eu tivesse arriscado?" Eu sou apenas eu, sem medo da vida e com todos os sonhos do mundo..
(Aqui é o mesmo, continuo a ser uma "menina crescida" apesar dos 32 anos, sem medo da vida e de qualquer coisa que possa ainda estar por vir. )

E é isto, resumindo mudei em muita coisa, cresci, deixe-me de dramas, aprendi a conhecer-me e a gostar ainda mais de mim, deixei-me de indiretas e de perder tempo com quem não vale a pena.
Aprendi a sorrir mais e a ser mais feliz, deixei de comer carne e comecei a salvar gatos.. Enfim, mudei tanto e não mudei nada. Continuo a ter em mim todos os sonhos do mundo e desejo que seja sempre assim.. mas que os realize!
E vocês, o que mudaram em 10 anos?


terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Perdoa-te

Perdoa-te,
Perdoa os teus erros e as tuas falhas, perdoa os teus fracassos e as vezes em que nem tentaste.
Perdoa as vezes em que não foste perfeita ou as vezes em que não te esforçaste para o ser, perdoa os teus gritos e a tua falta de paciência quando as coisas te correram mal, perdoa as tuas lágrimas quando as forças te faltaram, perdoa as vezes em que te sentaste no chão e tiveste vontade de desistir do mundo inteiro.
Perdoa-te,
Perdoa as vezes em que magoaste alguém ou as vezes em que foste magoada, perdoa as vezes em que insististe em ir por um caminho que sabias ser errado ou as vezes em que atiraste o coração ao chão insistindo num amor impossível.
Perdoa as tuas faltas de sorrisos, de abraços apertados, de palavras bonitas.
Perdoa as vezes em que deste valor às pessoas erradas e deixaste as certas sem saberem como as amavas.
 Perdoa-te, porque ninguém acerta o tempo todo, ninguém sabe sempre tudo, ninguém vive sem errar. Faz o melhor que sabes, dá sempre o melhor de ti, vive os sonhos que queres viver, percorre os caminhos que queres percorrer e perdoa-te sempre que for preciso.
Não carregues o peso de uma culpa que não tem de ser carregada, liberta-te de todos os erros que cometeste ao longo da vida, aprende com eles, interioriza as lições e depois deixa-os ir, não te prendas a eles, não deixes que eles se prendam a ti.
Perdoa-te, tira esse peso de ti e vai ser feliz!


segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Olá, bem-vindos à minha nova casa!
Ao longo dos anos já tive várias, comecei pelo "Alma complexa", passei pelo "Pensando e falando", ainda dei um pulinho ao "Bla Bla" e mais recentemente tinha-me acomodado pelo "O meu mundo aleatório", na verdade ando nisto dos blogs desde 2005 mais coisa menos coisa (também tive a minha fase de fotologs e youtube).
O "Alma complexa" foi o mais pessoal e intimista e para vos ser sincera, foi até hoje, aquele com que mais me identifiquei. Mas o "Alma" nasceu numa altura em que o meu coração estava tão destruído que não sabia bem como bater e quando lhe comecei a recuperar o ritmo quis deixar tudo atrás das costas e fechei aquela porta.
Os outros foram surgindo com o tempo e acabei por lhes perder a identidade quando deixei de me refletir neles para os tentar tornar mais comerciais, a verdade é que todos (ou quase todos) os que andam neste mundo dos blogs desejam ser reconhecidos e poder viver disto, muitas vezes torna-se um objetivo tão grande que o prazer de simplesmente ter um blog desaparece e acabamos perdidos entre as obrigações de ter de o atualizar e o desejo de ver os números crescer.

Não sei vocês, mas eu acredito que há sempre forma de recomeçar, o “Sonha mas Realiza” vem na sequência disto. Eu gosto de escrever, gosto de partilhar pensamentos, sentimentos ou simplesmente coisas ocasionais que não fazem sentido para ninguém além de mim - não é por acaso que tive o meu primeiro diário aos 7 anos e escrevia coisas tão simples como os passeios de turma que fazia.
Como vos disse esta será a minha casa e portanto por aqui irão encontrar coisas tão variadas como os meus textos – nem todos biográficos mas todos escritos com o coração; os livros que leio – não sou critica de literatura e portanto a minha abordagem aos livros é diferente dos blogs desse nicho; a minha vida fitness – ou a ausência dela, que também irá acontecer muitas vezes e a minha opinião sobre qualquer coisa de que eu tenha vontade de falar. Resumindo, tudo o que vocês encontrarem aqui será um reflexo da pessoa que sou – o que nem sempre será divertido, porque eu sou um bocadinho refilona, mas sou boa pessoa, juro!

Por fim gostaria de vos explicar o título, à primeira vista não parece o acertado para este blog, ninguém pensaria nele como a primeira escolha para um blog de assuntos variados, mas a verdade é que ele tem tudo a ver comigo.
Eu tenho sempre – sempre mesmo – mil ideias e projetos na cabeça, sempre alguma coisa que gostava de fazer, de começar, de experimentar mas que depois raramente passam de ideias, porque a vida corre, porque não há tempo, porque é uma ideia maluca e por todos os outros motivos que vamos usando como desculpa para ir adiando a concretização dos nossos projetos. Este ano decidi que não seria assim, se posso sonhar posso realizar, se tenho uma ideia e ela não implica saltar de um arranha-céus porque não hei-de pô-la em prática? O que me pára além de mim mesma? Este ano, NADA.
Por isso aqui estamos, bem-vindos ao meu blog e sintam-se em casa. Espero que gostem tanto dele como eu.
Com carinho, Armanda.