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quinta-feira, 9 de maio de 2019

Marta Gautier - Tanto que eu não te disse!

E quando nada faz sentido?
Quando sair da cama é uma coisa tão difícil como escalar uma montanha?
Quando sorrir exige um esforço sobrenatural?
Quando é suposto sermos felizes e não somos?

Este livro conta-nos a história de uma mulher depressiva e a forma como encara a sua vida e as suas dificuldades.

Li este livro duas vezes em alturas completamente diferentes da minha vida. Em nenhuma das duas me consegui sentir cativada, nem pela história, nem pela escrita e nem pela personagem.
Vi imensas criticas positivas depois de o ter lido pela primeira vez, criticas que o consideravam como "uma viagem aos tormentos da mente humana" e pensei que talvez o problema fosse eu, talvez eu fosse muito prática e pragmática para entender o objectivo do livro e por isso anos mais tarde dei-lhe uma segunda oportunidade e voltei a reler, mas o sentimento foi o mesmo. Não consigo sentir empatia com a personagem, não consigo ver nela uma depressão crónica, olho para a personagem e só consigo ver aquelas pessoas que reclamam com tudo e que nunca estão satisfeitas e que culpam o mundo inteiro pelos seus próprios fracassos.
Apesar disso o livro tem frases muito boas que me fazem sentir que apesar de não gostar de mais nada nele, ele vale a leitura.

Alguém por ai já leu? Que opinião tem sobre ele?



"Amas-me? Se me amas estás doente, porque eu não sou nada. Juro que não te faço feliz. Se gostas de mim, és estúpido."

"Os teus olhos são perversos, disfarçados de cordeiros, não passam de lobos a devorar-me a liberdade"

"Levanta essa cabeça, mexe essas pernas e segue a tua estrela"

"Que dor não estares aqui para me aquecer. Saudades do teu riso"

"Desencontros permanentes que vão pesando sobre mim"

"Acredito no amor [...] No dia em que deixar de acreditar posso enlouquecer!"

"Hoje não quero ser louca"

"Amar é reconhecer o outro como diferente e não como um prolongamento de nós mesmos"