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segunda-feira, 13 de maio de 2019

Jodi Picoult - Para a minha irma

Não há maior amor no mundo do que o amor de um pai por um filho.
Mas e quando para salvar um temos de fazer sofrer outro?
Será justo?

O livro fala-nos de um casal perfeitamente normal com dois filhos saudáveis e que um dia recebe a terrível noticia de que a filha tem leucemia. Depois de ponderarem as opções, eles decidem ter um terceiro filho (Anna) para usar as células do cordão umbilical no tratamento da filha doente. No entanto as coisas não correm bem e durante anos Anna é sujeita a procedimentos médicos para ajudar a manter a irmã viva. Um dia ela decide que já chega e coloca os pais em tribunal de forma a que seja ela - e só ela - a decidir se quer ou não ajudar a irmã..

E é aqui que todos ficamos divididos..
O que faríamos se estivéssemos no lugar dos pais de Anna? É justo usar uma criança vezes e vezes sem conta sujeitando-a a procedimentos arriscados para salvar outra? Mas será justo não a usar e deixar morrer a outra filha?
Uma daquelas histórias que nos deixam com um nó no estômago porque não existe o certo e o errado e nenhum pai gostaria de estar nesta situação.

O livro é simplesmente fantástico e recomendo muito.


"Se os extraterrestres viessem à terra hoje e observassem com atenção porque é que os bebés nascem, chegariam à conclusão que a maioria das pessoas têm bebés acidentalmente, ou porque bebeu demais numa determinada noite, ou porque os anticoncepcionais não são 100% eficazes, ou por milhares de outras razões que na realidade não são lisonjeiras."

"Sem ti não consigo saber quem sou."

"Eu levo-a comigo, para onde quer que vá."

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Corinne Hofmann - Casei com um massai

Corinne é uma empresária Suiça que numas férias ao Quénia se apaixona por um Massai e que quando regressa ao seu pais decide vender tudo para regressar ao Quénia e procurar o seu Massai.
Começam aqui uma série de aventuras...

Para mim este livro é a prova de como o amor afecta a cabeça de uma pessoa.
Esta mulher deixou tudo para viver no meio do mato com o homem que amava, sem luxos e muitas vezes sem comida, tolerou coisas que me irritaram só de as ler e só desistiu quando o amor acabou.
Não consigo decidir se o livro é uma prova de amor ou de loucura (embora ache que o amor em si tem sempre uma dose de loucura) mas a verdade é que mesmo depois de acabarmos o livro queremos saber o que se passou a seguir e como é que ela retomou a sua vida.
Vale a pena ler, porque o amor está sempre pronto a enfrentar as barreiras.



"Tudo se pode aprender."

"Vivo vazia perante mim própria."

segunda-feira, 11 de março de 2019

Guillaume Musso - Estarás ai?

E se um dia te dissessem que podes voltar atrás e mudar o teu passado?
Se um dia a vida te desse a oportunidade de reescrever a tua história?
O que mudavas? Em quem te tornarias?
Conseguirias fazer essa escolha sabendo que estarias a modificar todo o teu presente?

Este livro é fantástico.
É daqueles livros que nos prendem completamente, deixando-nos sempre com vontade de ler mais e saber o que acontece a seguir e como é que as coisas se vão desenrolar e resolver. É muito bem escrito e alterna facilmente o passado e o presente, sem nos deixar confusos ou perdidos.
Recomendo totalmente.

E é impossível não pensar no que nós mudaríamos se pudéssemos voltar atrás no tempo...


"Já todos nos confrontámos com a questão pelo menos uma vez na vida: se nos fosse concedida a oportunidade de voltarmos atrás, o que alteraríamos na nossa vida?"

"Se o pudéssemos fazer, que erros tentaríamos corrigir? Que dor, que remorsos, que receios escolheríamos apagar?"

"Ousaríamos verdadeiramente conferir um novo sentido à nossa existência?"

Mas para nos tornarmos o quê?
Para irmos para onde?
E com quem?"


"O futuro interessa-me:
É ai que tenciono passar os meus próximos anos." - Woody Allen

"Quando se ama, não há necessidade de discursos: sabe-se, sente-se e isso basta."

"Quem não gosta de animais, não gosta verdadeiramente das pessoas."

"E preserva os teus sonhos (...). Nunca se sabe quando poderás precisar deles." - Carlos Ruiz Zafón

segunda-feira, 4 de março de 2019

Danielle Steel - O meu filho Nick

E se o amor que sentes pelo teu filho não fosse suficiente para o salvar?
Se todos os dias fossem uma luta que nunca sabes se vais conseguir vencer?
Se por mais que te esforçasses para lhe mostrar o sol, ele só conseguisse ver a escuridão?
Como se sobrevive à morte de um filho?

De todos os livros que eu já li, este continua a ser um dos meus favoritos.
Danielle Steel dá-nos a conhecer a vida e a morte do seu filho Nick de uma forma tão intensa que é impossível acabar o livro sem o sentimento de que Nick era um dos nossos amigos mais próximos. Um livro repleto de sentimentos e emoções, escrito acima de tudo com o coração.

Nick lutou todos os dias contra a sua doença (psicose maníaco depressiva), teve a sua vida recheada de altos e baixos, foi ao fundo do poço e voltou ao cimo para vencer. Ele é a prova de que a doença não escolhe idades, estratos sociais e acima de tudo é a prova de como o diagnóstico e o tratamento são tão difíceis e dolorosos.
Não dá para ver Nick como um derrotado pela doença, apesar de ter desistido, ele foi um vencedor. Morreu cedo mas contra todas as opiniões médicas tornou-se a pessoa que sempre quis ser, um exemplo de coragem e força, mas... às vezes o destino está escrito.

Nota: Este livro foi reeditado pela Bertrand com o titulo de "A luz que brilha - A vida do meu filho."


"Pelas lições que me deste, e por todo o amor que partilhámos. Mais vasto que o oceano, maior que o céu. Voa bem, meu querido filho, até nos voltarmos a encontrar."

"Não importa quanto ponho no banco todos os dias, acordo liso todas as manhãs." - Nick Traina

"Mãe...
Conheci um milhão de pessoas
Mas nunca ninguém como tu
Muitos dos meus amigos são especiais
Mas ainda não consigo entender
Como podes ser tão maravilhosa
A melhor mãe do mundo
Sempre me amaste e ajudaste
Mesmo quando eu não tinha razão
Desculpa ter-te magoado
Desculpa ter-te feito chorar.
Farei o meu melhor para que te orgulhes de mim
Prometo que vou tentar.
Todos vêem o infortúnio
E todos sentem a dor.
E se alguém souber que és tu e eu
O sol brilhará através da chuva.
Deste-me tanto
Que as palavras não são suficientes
Para dizer quanto te amo
Estou a tentar e é difícil
Sem ti não existiria
Acreditaste em mim desinteressadamente
Os meus braços estão sempre abertos
Prometo que nunca se fecharão
Tenho mais respeito por ti
Do que por outra mulher viva
E o meu ombro está sempre aqui
Se algum dia precisares de chorar
Tudo acabará em bem
Porque sempre te amarei
Até ao dia em que morrer" - Nick Traina

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Jodi Picoult - Dezanove minutos

E se todos os dias alguém nos destruísse mais um bocadinho?
Se todos os dias perdêssemos a nossa identidade?
Se deixássemos de saber quem somos?
Se achássemos que não somos nada?
É justo que nos façam sentir assim? É justo que nos humilhem, nos torturem, nos magoem, só porque é aparentemente divertido?
É justo acordar todos os dias sem esperança só porque alguém se lembrou que somos um alvo fácil?
E se um dia acordássemos e decidíssemos acabar com todos aqueles que de alguma forma já acabaram connosco? Se achássemos que era justo ser tão cruel com os outros como foram connosco? Podemos realmente ser condenados por isso? Somos realmente um monstro ou os monstros são eles que durante anos nos foram destruindo?

Dezanove minutos conta-nos a história de um jovem que entrou na sua escola e matou a tiro 10 pessoas ferindo mais dezanove, conta-nos o choque e o drama desse episódio mas conta-nos também o modo como tudo começou, como um jovem foi perseguido e torturado durante anos, como se viu reduzido a nada...
Este livro faz-nos pensar no outro lado da violência, dizemos sempre que "nada justificava esta atitude" mas e se tivéssemos passado anos a ser humilhados, como é que nos sentíamos?

Este livro é um alerta, porque muitas vezes não vemos o que está mesmo à frente dos nossos olhos, não nos preocupamos com o outro lado da história, com os sentimentos que estão por detrás das ações, nada justifica um massacre mas também nada justifica que cada vez mais crianças sejam vítimas de violência psicológica num ambiente que deveria ser seguro, com pessoas que deviam ser suas amigas.
Cabe a cada um de nós evitar que isto aconteça, educando os nossos filhos, ensinando-lhes a ser pessoas compassivas, honestas e principalmente ensinando-lhes que as palavras magoam, que as nossas atitudes tem consequências e que não temos de ser amigos de toda a gente mas temos de respeitar toda a gente.

Jodi Picoult é sem dúvida uma das melhores escritoras que já li.



"Se não mudarmos a nossa direcção, acabaremos por chegar aonde vamos." - Provérbio chinês

"Quando estava com ele, sentia que se evaporava."

"Há duas maneiras de ser feliz: melhorar a nossa realidade, ou baixar as nossas expectativas."

"Olha, posso não ser a pessoa que neste momento desejas, mas só me tens a mim."

"Coração de manteiga", tinha-lhe chamado. Bem. Ele deveria saber. Foi ele o primeiro a cortá-lo em pedaços."

"Pessoas diferentes tem diferentes tolerâncias à dor."

"Mostrou-lhe um sorriso, daqueles que podem fazer um coração começar a partir-se."

"Se passarmos a vida concentrados naquilo que os outros pensam de nós, será que nos esquecemos de quem realmente somos?"

"Uma arma não era realmente nada sem uma pessoa por trás dela."

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Augusto Cury - A saga de um pensador

Quantos de nós somos realmente livres?
Quantos de nós fazemos realmente aquilo que sentimos vontade de fazer sem nos preocuparmos com os julgamentos alheios?
Quantos de nós vivemos em vez de apenas existir?
Será que somos normais? Será que existe alguém normal?

Este livro é um dos meus livros favoritos de sempre, cada folha é uma lição de vida.
É daqueles livros que devia ser lido por todos os psiquiatras, psicólogos, médicos, enfermeiros, etc...
Um relato diferente sobre as doenças mentais, sobre a forma como o mundo vê estes doentes e sobre qual é realmente o melhor tratamento para eles.
Um livro que mistura psiquiatria, psicologia, filosofia e poesia mas que acima de tudo nos dá grandes lições de vida.
Se não se gostar de filosofia ou psicologia a leitura do livro talvez não seja agradável, mas todas as pessoas que estejam dispostas a conhecer um pouco mais deste mundo vão ficar surpreendidas com a forma errada como encaramos o mundo e como vivemos as nossas próprias vidas.
Vale mesmo a pena ler.


"A maior aventura de um ser humano é viajar,
E a maior viagem que alguém pode empreender
É para dentro de si mesmo.
E o modo mais emocionante de a realizar é lendo um livro,
Pois um livro revela que a vida é o maior de todos os livros,
Mas é pouco útil para quem não souber ler nas entrelinhas
E descobrir o que as palavras não disseram:
No fundo, o leitor é o autor da sua história."

"Eles ensinaram-me a ver com os olhos do coração, a perscrutar um mundo deslumbrante que se esconde nos vales das perdas e nos penhascos das dores emocionais. Eles são perdas vivas no teatro da existência."

"Mutilados pela vida."

"Quem somos? O que somos, em que nos tornamos diante do caos da morte? Qual o sentido da existência humana?"

"A vida é tão vasta e tão efémera, tão complexa e tão frágil."

"As grandes ideias surgem da observação dos pequenos pormenores."

"Um homem sem história é um livro sem letras."

"A dor e o riso, a loucura e a sanidade estão muito próximas."